quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Pensando um pouco sobre direitos humanos

      Pensando um pouco sobre direitos humanos  

Adaptado de Cândido Furtado Maia Neto e Rev. Luiz Caetano Grecco Teixeira.

Editado e comentado por Pr. Isar Wondracek

Para falarmos de Direitos Humanos, é preciso estar atentos diante dos fatos que observamos no cotidiano. Direito humano é mais que um documento, é o reconhecimento da integridade e da dignidade de cada pessoa humana. Nestes tempos esta dignidade e integridade se acham constantemente ameaçados. Os esquemas de poder e dominação hoje são sutis; os maus, os opressores, os que se apropriam do poder em beneficio de si próprios ou de seus aliados continuam, com o sempre, traindo a tarefa que lhes é delegada quando se lhes concede o poder.
Mas estão ocultos, não são facilmente reconhecidos, escondem-se por trás de grandes corporações, por trás de sistemas políticos e econômicos e principalmente atrás de discursos forjados na comunicação de massa e na ideologia do consumo e do mercado. Milhares ou melhor dizendo, milhões de pessoas são colocadas à margem todos os dias, impossibilitadas de atenderem ao que se considera mínimo para sua inclusão entre os seres humanos “consumidores”.
Por serem pobres, não interessam ao deus-mercado, e assim são tratados como se não existissem, ou seja, não recebem tratamento algum! Essa uma das manifestações de um mundo sem Deus, um mundo onde o egoísmo impera. Contra o deus-mercado, a Bíblia nos convoca novamente a afirmar o Senhorio do Deus que criou a Vida, em Jesus Cristo. Defender e promover os Direitos Humanos é acima de tudo, assumir atitudes cidadãs e lembrar ao mundo que os Direitos são de todos os Humanos, não de alguns poucos privilegiados que podem consumir.
Jesus Cristo em sua missão ministerial é o maior exemplo de defensor dos Direitos Humanos, pela necessidade de respeito às garantias fundamentais, dentre elas a dignidade humana, através da igualdade entre as pessoas, sem nenhuma espécie de discriminação; exigia atenção às crianças, aos idosos e aos enfermos, condenava a ganância, pregava a justiça verdadeira, se importava. Jesus não somente amava, mas ia até o pobre, oprimido, a prostituta, o adúltero, o doente, o excluído, o doente, o estrangeiro, e olhava com amor para eles, ele jamais concordou com sua situação, mas amava e queria uma transformação em suas vidas, queria mudança, e anunciava que Deus se importava, que o nosso Deus sabia que eles existiam, e dedicou sua vida aqui para mostrar o que Deus quer do ser humano: Uma transformação de vida total : uma revolução espiritual e uma revolução no modo de pensar.
Isso mesmo, Jesus não veio para somente fazer, ele veio para ensinar. Ele manda aos seus seguidores que o tomem como exemplo (Fp 2.5-8), que busquem ter sede e fome de justiça (Mt 5.6) , que não se conformem com esse mundo ( Rm 12.1,2), e finalmente, Cristo, convoca seus discípulos a irem até Deus através dele ( João 14.6) amarem a Deus com toda a força ( Revolução espiritual), e que amem ao próximo como a si mesmos (Revolução social  Mc 12.29-31). Esse amar não envolve aceitar o pecador e concordar com seu pecado, mas envolve amar o pecador, mas querer e lutar contra o pecado dele, como por exemplo, quando Cristo diz a mulher adúltera: Vá, e não peques mais. Mas ninguém pode dizer, que Jesus não amava aquela mulher, pelo contrário, por tanto amar, que quis transformar sua vida. Se hoje lutam por direitos humanos, lembre-se que Jesus lutou também, que ele não fazia acepção de pessoas, de almas, e a todos estendeu sua mão. Vamos tomar Jesus como nosso maior exemplo, e vamos ter fome e sede de justiça, lembrando que é que Deus espera de nós.