domingo, 30 de maio de 2010

Estudos bíblicos Erno Junges, Pe. Ramão Hilgert, Pe. Décio Walker, pe. Léo Konzen, Liane Berres

BIBLIA I







INTRODUÇÃO GERAL







PROFESSOR : ERNO JUNGES
























A Bíblia se divide em AT, 46 livros ( Antigo Testamento) e NT, 27 livros, ( Novo Testamento). Divide-se em 73 livros. Os livros se dividem em capítulos, e os capítulos se dividem em versículos. Ex.: Lc 3,1-11. Vírgula, separa capítulo, hífen separa versículo, ponto e vírgula separa capítulo e ou livros. O ponto separa os versículos quando não seguidos. Es.: 3;13 a b c d...
Est 4,17 n.p.r. Gn 2,4b-8ss
EPÍSTULA: circular para todos. Autor mas não tem destinatário.
CARTA: Tem destinatário.
Bíblia não é fato mas experiência de Deus. Jesus Cristo veio revelar o Pai.
Para se fazer uma leitura fiel da Bíblia, deve-se ler a Bíblia, levar em consideração a fé do povo(comunidade) e traduzi-la para a realidade de hoje.
Os Blocos Bíblicos são divididos em:
1°- Pentateuco- 5 livros. Gn. Ex. Lv, Nm, Dt.
2°- Livros Históricos- Página 239 a 638
3°- Livros poéticos ou sapienciais. Páginas 638 a 901
4°- Livros Proféticos- 946 a 1227
O Novo Testamento: Evangelhos Atos dos Apóstolos, Cartas, Epístulas e Apocalipse.
ALIANÇA na Bíblia, significa, igual, fidelidade.
BÍBLIA é fruto da Aliança de Deus com o ser humano. A bíblia é experiência de Deus, aquilo que contradiz, ameaça, não vem de Deus. A Bíblia é o livro da caminhada ( é fruto) do povo de Deus. Bíblia é uma verdadeira memória na organização do povo.
Deus respeita o povo. Deus respeita a liberdade de cada um depende de nós seguí-lo ou negá-lo. Abrir a porta do coração para Deus.
A Bíblia é um livro escrito em mutirão. Os primeiros escritos foram feitos mais ou menos nos anos 1250 a C. Abraão viveu mais ou menos 1850 anos a C. O AT foi escrito em sua grande parte, 587 até 538 a C, no Exílio da Babilônia. Os últimos escritos foram nos anos 90 a 100 d C.
O povo sem memória é um povo sem história> o povo sem história é um povo sem identidade. Um povo sem identidade não existe.
GEOGRAFIA DE ISRAEL Gn 3,7-40
Egito e Síria são os dois pólos produtivos na época de Jesus. Obrigatoriamente todos cruzavam pela palestina e lá era cobrado pedágio. Quem não pagava não recebia segurança. Região onde chove e tem terras férteis que inicia no Egito até Mesopotânia com três rios importantes, O Nilo, Eufrates e Tigre.
HÁPIRUS- Povo excluído da palestina. Que nem os quilombos no Brasil.
Israel mantém sua identidade porque eles tem a consciência e convicção que eles eram o povo escolhido por Deus. Israel é uma área de terra insignificante. Seus limites de Norte a Sul é de 240 Km via aérea, na altura de Gaza, te m 85 km de largura e ao Norte, a largura é de 35 km.
Algumas curiosidades de distâncias entre cidades da região.
Jerusalém até Nazaré, são 140 km. Jerusalém até Siquém, são 67 km. De Jerusalém até Hebron, são 37 km. De Jerusalém até Jericó, são 37 km, e a altitude é de 1000 metros acima do nível do mar. Monte das Oliveiras fica a 815 metros acima do nível do mar. Mar Morto, 390 metros abaixo do nível do mar, a falta de Oxigênio e a quantidade de sal impossibilita qualquer vida no mar morto.

MÉTODOS DE LEITURA BÍBLICA

1- MÉTODO FUNDAMENTALISTA: Característica: O que está escrito é Palavra de Deus. Ler a Bíblia como fatos, não consideram o que se chama de contexto. Desconsideram geografia, política. O ser humano é relacionário e Ultra conservador. Levam a Bíblia ao pé da letra.
Na Bíblia não tem erros e não tem incoerência, é uma leitura sega. A Bíblia não exige interpretação. A Bíblia é usada como doutrina. Surgiu nos EUA prá contrapor uma leitura histórica da Bíblia.
A Bíblia é como uma farmácia. Para tudo existe um remédio.( Lev 17,14). Não doação de sangue ( Ex 20,8-11)sábado. Uso de véu, guerra santa é fruto da leitura fundamentalista. Leia-se como está escrito. Desconhece a realidade. Só Deus pode mudar as coisas. Nada de engajamento político social, conformismo, buscar a segurança na observância sega nas ordens do passado. È o método mais conhecido.

2- MÉTODO ESTRUTURALISTA. Surgiu na França em 1969. O grande referencial, trabalha com o texto( sujeito, verbo e predicado). Análise do texto, com isto desconsidera o contexto e também os destinatários, ou seja, o hoje. Deixa o texto falar. Não faz comentários. Não se preocupa com o pós texto. Cuida a relação de uma palavra com a outra.

3- MÉTODO HISTÓRICO CRÍTICO.
Ele começa e privilegia o contexto. Pergunta o lugar onde o texto foi escrito. Usa outras ciências para interpretar o texto, como por exemplo na sociologia, economia, geografia, história, antropologia e teologia. Nenhuma ciência é dona da verdade. Este é o método Histórico crítico.

4- MÉTODO SOCIOLÓGICO
A chamada leitura dos quatro lados ; economia, social, político e religioso. Ele parte de um pré-suposto; a sociedade está sempre dividida em classes e onde ou de que lado está Deus? Onde Deus se situa? Deus migra e ele está sempre do lado mais fraco e fragilizado, porque ele está do lado da vida. Sobre a questão da economia, ele se pergunta, qual é o modo de produção que está por trás do texto? Qual forma de trabalho e seus instrumentos? A dimensão social, pergunta quais as classes, categorias estão presentes( Ex 1,15ss)? Moisés, chefes e capatazes povo escravizado, parteiras, faraós. Qual é a relação que existe entre as diferentes classes. Na política a pergunta é; se a autoridade está a serviço do bem comum ou como ela é exercida? Existe alguma reação do povo diante do exercício da autoridade? O poder que não é exercido em serviço de Deus e do bem do povo é ilegal ( 1° e 2° Samuel). Ilegal é igual a ilegítimo ou roubado. A questão religiosa ou ideológica do texto. Existe uma questão ideológica da morte quando se justifica um sistema mentiroso e injusto, mas também pode ser de vida quando não aceita a injustiça ou a morte.

5- MÉTODO PSICANALÍTICO
Ele lê a Bíblia de modo ou forma simbólica, pergunta o que este texto simboliza para mim? O que ele fala? Busca no texto o que não está escrito ( fantasia ), explora o mundo imaginário, fica sonhando, valoriza mitos e imagens, desperta emoções, busca dar vida ao texto.

6- MÉTODO DE LEITURA PENTECOSTAL
A grande referência é o Espírito. A força do Espírito. O chamado batismo de Espírito ( At 1,5). É uma leitura popular. As pessoas se sentem possuídas do Espírito, tem uma abrangência mais existencial. É envolvente, produz emoções, é participativo( ex carismáticos). É da linha carismática. Ele é positivo porque envolve as pessoas. Seu limite é o excesso de sentimentalismo e individualismo( eu e Deus). Nesta medida eu vou ter a compreensão de um Deus mágico.

7- MÉTODO DE LEITURA POPULAR
O povo é sujeito e não mero espectador. ( tripé: Bíblia, realidade e comunidade de fé). Ter presente a realidade, ter fé, não desligado da realidade.
Análise do texto do discípulo de Emaús
Realidade: desânimo, medo, sem esperança, tristeza, frustração, fuga, separação
Bíblia: textos de Moisés, profetas, textos, esperança,
Fé, comunidade: partilha do pão em comum. Experiência de Deus, Javé libertador, união, esperança, ressurreição, amor, novos caminhos.
Do confronto da página da vida e com a página da Bíblia, encontra-se a libertação.
A Bíblia é uma grande fonte da revelação de Deus, mas não é a única.
Amor exige dois princípios: liberdade e gratuidade. Ler a Bíblia com fidelidade. Ser fiel a Bíblia. Deus quer o seu povo livre.
IDÉIA CENTRAL: Ler o que o texto diz. Não interpretar a Bíblia com a tua idéia. Ler as entrelinhas e ler o contexto. A bíblia surge da vida e caminhada do povo de Deus em busca da libertação.
Na bíblia escreve-se as coisas certas e erradas.( Lv 11,17-18 – carne suína. Lv 13,45-46- leproso)

LEITURA POPULAR
OBJETIVO: revelar Deus presente (hoje) na caminhada do povo.
1-Bíblia é um fato:
a- Bíblia deve estar a serviço da vida. Deus é fonte de vida
b- A Bíblia é vista também como sal, luz, semente que visa gerar frutos.
c- A Bíblia nos revela um Deus vivo.
Possui dois movimentos: de hoje para a Bíblia(ontem) e da Bíblia para o hoje.
HOJE > TENSÃO > PARA HOJE
Do confronto da página da vida com a página da Bíblia gera libertação. A casa é o fundamento. Uma pedra sobre a outra numa constante tensão.
O olhar do hoje para a Bíblia ele evita o uso alienado do texto( por fora), e evita o uso dogmático ou seja fundamentalista, não permite um leitura ingênua, alienada ou até mentirosa do texto.
O movimento da Bíblia para hoje nos traz a mensagem de Deus para nós hoje. O que a crise, dificuldades... tem a me dizer( sarça ardente de Moisés). Aqui entre a questão da fé, e da ação do Espírito Santo.
Todos os elementos do hoje para a Bíblia é denominada de Ciência e ela nos ajuda a dar o sentido do texto em si. Enquanto que a fé nos ajuda dar o sentido do texto para nós hoje.
O objetivo do método não é interpretar a Bíblia em si e sim, interpretar a vida, como a ajuda da Bíblia. A Bíblia é como um espelho contra o qual colocamos a nossa vida. Daí descobrimos como Deus começa a entrar na nossa vida.

OS CINCO MANDAMENTOS DO MÉTODO POPULAR
A- LER - Conhecer os textos Bíblicos, não se ama o que não se conhece.
B- ESCUTAR- Escutar o texto, o outro, o seu grito. Não estar fechado sobre si. Não ler com a idéia formada. Estar aberto e disposto a escutar.
C- SERVIR- Colocar-se a serviço. O sujeito primário do texto bíblico é o povo.
D- SER FIEL- Deus não é neutro mas fiel. Deus toma lado, não fica no muro. Ser fiel ao texto é deixar Deus no seu lugar no texto. Isto garante e exige uma leitura libertadora.
E- LER EM EQUIPE- ler em comunidade com fé. Livro em mutirão também deve ser lido em mutirão

ALERTA PARA OS 6 PERIGOS DA LEITURA POPULAR
a- PRISÃO A LETRA- ficar preso ao texto ( fundamentalista).
b- DEPENDÊNCIA DE QUEM SABE- A Bíblia não deve gerar dependência e sim libertar.
c- SE PRESTAR PARA IDEOLOGIA DOMINANTE- se prestar da Bíblia para dominar.
d- UMA LEITURA SEM FÉ.
e- LEITURA SEM SENSIBILIDADE AO POVO- sem respeito com o povo que escuta.
f- UMA LEITURA INGÊNUA- a Bíblia não pode ser lida ingenuamente, olhar para o texto com um olhar crítico.








1- PERGUNTAS HOJE??? Realidade

2- CONHECER O TEXTO

3- ATRAVESSAR O TEXTO E ATINGIR O FATO. Avaliar a fonte.

4- ANALISAR A SITUAÇÃO E DESCOBRIR OS CONFLITOS.

5- NO CORAÇÃO DO CONFLITO descobriram Deus tomando posição. Seu apelo foi formulado e transmitido.

6- TEXTO FORMULA E TRANSMITE e relê o apelo de Deus descoberto naquela situação.

7- CELEBRAR HOJE A FÉ- Javé.
Vídeo- dá –me desta água. Mc 5,25-34 – fome e medo
Método – ler- Observar linguagem. Realidade ( economia e Religião) entrar no cotidiano, descobrir o que Deus Diz para nós hoje.

Tempo: 1200 – 1000 Ac – TRIBALISMO
HÁPIRUS- pessoas excluídas pela sociedade e sistema.
DIÁSPORA- Judeus fora da palestina. Culto dos judeus da Palestina.
530 Ac foi escrito o 1° capítulo do Livro de Gênesis.

FORMAÇÃO DO POVO DE DEUS
GRUPOS: ABRÂNICO
ONDE VIVEM: no sul da Palestina. Nas montanhas estepes semi áridos.
COMO E DE QUE VIVEM: eram semi nômades. Em clãs. São pastores, criam cabras e ovelhas.
CONFLITOS: com os reis das cidades.
EXPERIÊNCIA DE DEUS: Deus dos Pais de Abraão. Um Deus pessoal, sem mediador, companheiro; anima o povo. O Deus da promessa anima o povo na caminhada.

GRUPO: SANAÍTICO ( monte Sinai)
ONDE VIVEM: ao sul do mar morto.
COMO E DE QUE VIVEM: Semi-nômades, são ferreiros, criam cabras ovelhas e lidam no comércio.
CONFLITOS: com os Edomitas, com os Reis, Cananeus, com outros comerciantes.
EXPERIÊNCIA DE DEUS: O Deus da montanha, presença na Natureza, o Deus do Sinai, o Deus único, Deus guerreiro, Deus que intervém.

GRUPO: MOSAICO
ONDE VIVEM: No Egito
COMO E DE QUE VIVEM: trabalho forçado, dependente, oprimido.
CONFLITOS: resistência ao trabalho forçado, processo de libertação com o faraó, desobedece ao faraó, parteiras.
EXPERIÊNCIA DE DEUS: Um Deus libertador; ( Ex 3,7-10) Eu vi, ouvi, conheci, desci para libertar. Um Deus que age.

GRUPO: HÁPIRUS
ONDE VIVEM: nas montanhas.
COMO E DE QUE VIVEM: de saques
CONFLITOS : com os reis das cidades – Estados.
EXPERIÊNCIA DE DEUS: não bem definidos; aderem ao Deus Javé na assembléia de Siquém.

FITA: Em busca da Terra prometida.
A formação do povo de Israel.
TEMPO: 1200- 100 Ac. Josué 24,1-28- ASSEMBLÉIA DE SIQUÉM
- serviam a outros Deuses;
- libertei do Egito;
- clamaram a Javé;
- vos entreguei os Amoreus, Fariseus, Heteus, Gergeseus
- abandonem os Deuses;
- sirvam a Javé.
A partir da Assembléia de Siquém, podemos falar em povo de Deus. O povo tem o mesmo Deus. Antes da Assembléia, existiam grupos diferentes. A partir daí, se forma o verdadeiro povo de Deus. Na Assembléia de Siquém se faz um pacto, uma aliança com o mesmo Deus, Javé. Toda aliança exige fidelidade.
Que modelo de sociedade queremos?
SOCIEDADE TRIBAL: o povo se organiza em tribos, clâs e confederações.
CLÃ: uma família completa ( sobrenome).
TRIBOS: várias clãs juntas.
CONFEDERAÇÕES: várias tribos juntas.

TRIBALISMO : CARACTERÍSTICAS
1- Igualitária- igualdade, organização, tem sua terra, solidariedade, mútua ajuda.
2- Autonomia produtiva, produção conforme a necessidade, partilha com troca-troca.
3- Descentralização do poder, decisões em assembléias, ( Jo 24, 1 ss) ( Ex 18,13-27) não cria dependência.
4- Leis em defesa da vida, do podo, da sociedade ( Ex 20, 1-17)
5- Exércitos populares, voluntários, o bem de todos defendido por todos ( Jz 7,1-8)
6- Socialização do saber. O saber a serviço da vida.
7- Fé num Deus Único.
8- Culto descentralizado, celebra a vida à história, as lutas do povo. ( Jz 5,
9- Sacerdotes sem terra ( dízimo)
10- A partilha da terra
11- Justiça – ( Dt 15,1-18)


MONARQUIA : CARACTERÍSTICAS
1- Sociedade dividida em classes. Ricos e pobres
2- Exploração do trabalho, altos impostos
3- Poder centralizado na mão do Rei
4- Leis em defesa do sistema que fortalecem o rei, o seu poder e permitem a exploração.
5- Exércitos de mercenários sustentados pelo povo, profissional.
6- Monopólio do saber. Educação a serviço do sistema. A educação é um grande aparelho ideológico.
7- Vários deuses ídolos que justificam o sistema de exploração.( Ex 5,1-2)
8- Culto de ritos sem compromisso com a vida.
9- Sacerdotes – latifundiários.
10- A terra é do rei.

FILME: Construindo uma nova sociedade.
Principais características da nova sociedade. JAVÉ, aquele que esteve, está, continuará entre o povo.
Terra é Dom de Deus, deu o povo como herança, colheita é tempo de festa e partilha, lei a serviço da vida.

JUIZES
Autor desconhecido. Os três ídolos seguidos: poder, acúmulo de bens, corrupção ( ter), prazer, naquela época e hoje.
Pecado: servir outros ídolos que corrompem, sistema injusto.
Castigo; servir ídolos da escravidão e da morte, alienado perde poder.
Conversão: Volta a consciência histórica e clama a Javé.
Graça; Javé faz surgir líderes que organizam o povo que ajudam a reconquistar a liberdade e a vida. Deus libertador. Crescendo a organização das tribos, distribuição comunitária da terra, aceitação de Javé por todos. Memória histórica.

GÊNESIS
Origem: 586-538 Ac . Exílio da Babilônia.
Idéia Central: Origem da Vida.
Deus: Experiência de Deus criador. Porque? Não basta mais ser só Deus libertador. Criador. Nabuco Donosor se coloca na condição de Deus, exige o culto a ele. Existe alguém maior que ele, o Deus criador, para continuar criando.
São criaturas amadas por Deus, criar a esperança. ( Gn 3,5). Pecado Original: o homem querer ser Deus.
A partir que o povo toma consciência do seu limite, ele reconhece Deus.

ÊXODO
Deus: Javé- Deus libertador. Saída do Egito: Aliança.
Ídolo escraviza - Deus da liberdade.

I e II Sm
Poder não é propriedade, é atribuído.
Idéia central: o desafio do exercício do poder.








TRABALHO – NOTA: 9,5
P E N T A T E U C O

ÊXODO

Em sua maioria, as histórias do livro do Êxodo surgiram no meio do povo liderados por Moisés, e os capítulos 25-31 e 35-40 foram acrescentados por sacerdotes após o Exílio da Babilônia. Foi escrito ao povo e comunidades que tem por objetivo assegurar a vida, liberdade e dignidade.
O livro contém este nome porque começa narrando como os hebreus saíram da terra do Egito, onde eram escravos, rumo a terra prometida. O acontecimento se deu por volta do ano de 1250 a. C.
Embora de origem discutida, esse nome no Êxodo está intimamente ligado à libertação do povo hebreu.
A mensagem central do Êxodo é a revelação do nome de Deus verdadeiro: JAVÉ. O livro do Êxodo é de suma importância para entendermos o que significa Jesus como Filho de Deus e para sabermos o que é o Reino de Deus.
Javé é o único Deus que ouve o clamor do povo oprimido e o liberta, para estabelecer com ele uma aliança que é afirmado em duas formas: Princípio da vida ( decálogo) que orientam o povo para um ideal de sociedade, e leis (código da Aliança) que tem por finalidade conduzir o povo a uma prática desse ideal.
Sem o Êxodo a Bíblia perderia o seu ponto de partida, que nos leva a Jesus Cristo, a fim de construirmos com ele o Reino e sua justiça.





L I V R O S H I S T Ó R I C O S


JUIZES

O livro dos juizes, cujo autor é desconhecido, descreve a história do povo hebreu em sua continuação da conquista da terra e a vida das tribos até o início da monarquia, durante um período de cerca de 200 anos, entre 1200 a 1020 a. C.
Em Juizes vamos encontrar a articulação dialética com que o autor interpretou a história: Pecado e Castigo, conversão e graça. Aplicando este esquema à história, o autor mostra para os exilados que Deus foi fiel à aliança: deu a terra para que Israel nela construísse uma sociedade e uma história novas. Israel, porém não foi fiel. Esqueceu-se de Javé para servir a ídolos.
Toda história foi escrita para produzir dois momentos, a conversão e a graça. Se Israel tomar consciência de seus pecados, e se arrepender e suplicar a Javé, este lhes concederá a libertação e uma nova situação de graça.
O mais importante em Juizes é a chave de leitura da história, que vale não só para o livro, mas para toda história de Israel. Segundo o autor para levar à frente um projeto social, é preciso manter a memória ativa ou consciência histórica, adquirida através da resistência e da luta.
À primeira vista, teríamos a tentação de dizer que a história é um círculo vicioso, que volta e termina sempre no mesmo lugar, mas mostra-se neste livro que tal círculo pode ser quebrado, desde que cada geração assine o projeto de Javé e, continue a luta dos antepassados. O desafio é extinguir a idolatria que impede a liberdade e a vida.
O livro dos Juízes é um convite a ler a história, a começar pelo castigo, procurando tomar consciência das limitações e dos sofrimentos que uma determinada geração está experimentando. A seguir tenta-se identificar os ídolos aos quais a sociedade está servindo em vez de cultuar a Javé e se comprometer com o seu projeto..






L I V R O S S A P I E N C I A I S





O autor é desconhecido, e foi redigido em sua maior parte durante o Exílio, no século VI a. C.
Este livro, onde o autor discute a questão mais profunda da religião: a natureza da relação entre o homem e Deus. O povo de Israel concebia a relação com Deus através do dogma da retribuição. Eles acreditavam que Deus retribui o bem com o bem e o mal com o mal. Ao justo, Deus concede saúde, prosperidade e felicidade; ao injusto, ele castiga com desgraça e sofrimentos.
O autor porém, mostra que a religião verdadeira é mistério de fé e graça. O homem se entrega livre e gratuitamente a Deus, e Deus, mistério insondável, volta-se para o homem gratuitamente, a fim de estabelecer com ele uma comunhão que o leva para a vida.
Como Jó , o povo de Judá tinha perdido tudo: família, propriedades, instituições e a própria liberdade, e pergunta-se: É possível ter uma relação gratuita com Deus, sem qualquer interesse próprio? O livro é uma busca para responder a essa questão. O povo estava vivendo uma nova experiência, e isso exigia uma nova forma de conceber Deus, o homem e as relações entre ambos.
O autor deixa um recado importante: É preciso pensar a religião a partir da experiência de Deus e não de uma teoria a respeito dele. E o importante é que Jó faz a sua experiência de Deus na pobreza e marginalização.
O livro de Jó, é a proclamação de que somente o pobre é apto para fazer a experiência, de conhecer Deus só de ouvir e ver a Deus, e por isso, é capaz de anunciar a presença e ação de Deus dentro da história.
O livro é um convite para nos libertar da prisão das idéias feitas e continuamente repetidas, a fim de entrar na trama da vida e da história, onde Deus se manifesta ao pobre e se dispõe a caminhar com ele para construir um mundo novo.











CURSO DE TEOLOGIA PASTORAL





INTRODUÇÃO À TEOLOGIA






PE. RAMÃO HILGERT





Nome: Viro Limberger












Toda ciência se defino por Três coisas:
Objeto: este é o campo que se estuda
Método: é o caminho que se consegue avançar para o objetivo. Caminho através do qual.
Linguagem: (da Teologia) Deus, fé, graça, perdão, aliança, origem, escatologia ( vida após a morte), misericórdia, pecado, eternidade, céu, luz, espírito Santo, revelação, dogma, ministério, alma, Santíssima Trindade, Hermenêutica ( processo de interpretação da Bíblia), Salvação.
A linguagem da Teologia são conceitos, idéias.
Pecado: é um assumir pessoal de um erro ou dos seus atos. ( Polígrafo n° 1)
Saber: Passar de geração em geração conhecimentos que um povo ou grupo descobriu, tão antigo como a humanidade. Temos facilidade de descobrir novos saberes; sabedoria.
Ciência: os saberes são lentos, passam de um para o outro. São descobertas. Não é do uso do dia a dia. Tem objeto definido e controlado e com método. È um saber que tem regras e normas que o cientista precisa observar.
Saber é poder: Ele só tem sentido quando nos dá poder sobre a natureza.( Beicon)
Estamos numa sociedade do SABER e não do TER.
Teologia é um saber ( ciência) que está concentrado em menos de um porcento da população.( padres e bispos..)
A ciência tem duas características: Teologia(Padres): olhar de um grupo é só masculino. O Homem( masculino é dominar, ser Senhor). ( Feminino como Zelo,..). Se as mulheres tivessem ajudado desde cedo a ciência, será que a ciência e a religião seriam tão agrecivas?
Toda ciência é Universal. Vale para o mundo. “è assim”. A Ciência prova.
Teologia: A questão central é a fé. Procure clarear a nossa fé. Aprofundar a fé.
( Ver polígrafos: Contexto atual, Introdução)
Secularizar: é a pessoa(as) pensar o mundo e a vida e tomar as decisões pessoais ou coletivas independentes e desligado de Deus.
Cristandade:, quando o cristianismo domina tudo. As autoridades religiosas mandam e são autoridade máxima. Deus no centro.
Pós-modernidade é o desencanto, tira Deus.
Modernidade, o mundo promete resolver todos os problemas sem Deus.
“ Pensar dói, pensar mais ainda, dói mais ainda.”
A Teologia foi reconhecida como ciência no Brasil no ano de 1997 por FHC.
A bíblia, pensa a história.
A Filosofia e a ciência, pensam a natureza. A nossa fé se baseia na natureza. A nossa espiritualidade passa bastante pela natureza.
A fé bíblica nasce de uma história desigual. Somos herdeiros da cultura Grega. Nossa cultura é Ocidental. A lei grega é a lei que põe ordem na natureza.
A partir do século XIX a história se torna importante na compreensão da religião. É importante ler a Bíblia com um olhar na Bíblia e o outro na realidade
Bíblia é a história de Deus com seu povo e do povo com Deus.
A Matriz que gera o pensamento, tinha uma mãe e as nossas culturas hoje, tem muitas matrizes ( mães) de pensamento. Matrizes religiosas em que nos encontramos: Cristianismo, budaísmo, maomismo, Islamismo, indígenas... Teologia deve dialogar com todas as matrizes. Diálogo inter-religioso.
Jesus Cristo é a plenitude.
Séculos XVIII, XIX, XX, modernidade = razão pura.
Século XXI, pós-modernidade.
Paradigma: modelo, pensamento, algo novo, referência, princípio(poder), forma, ponto de vista, normal, aquilo que está dentro da norma. ( Se você entra num túnel este permite que você siga em frente( paradigma) mas não permite você voltar ou olhar para os lados.)
Ciência: O mundo é que nem um relógio: máquina. Deus criador, grande matemático. Faz tudo perfeito e após, criou a natureza. A ciência pensou ter descoberto os cálculos de Deus, que pensou que poderia substituir a Deus, com os seus cálculos.
Um paradigma acaba quando empurrado embora. PARADIGMA é um modelo que enquanto estiver em vigor não nos permite avançar ou inchergar outros caminhos. A troca de paradigma sempre da confusão, porque mexe com a verdade. Os paradigmas religiosos, são mais difíceis de acabar porque Deus é a verdade.
O nosso horizonte é Deus. Eu tenho posse da verdade. Não conseguimos perceber que a luz de Deus, que nos permite ver. A fé sempre se refere a verdade. A capacidade de vermos isto sempre é limitada. Se você sabe quem é Deus.
A Teologia é sempre um paradigma. Todo nosso saber nunca consegue chegar a verdade absoluta.

PODE UM POVO FAZER TEOLOGIA? ( Ver polígrafo)
Características da Teologia Popular Latino-Americana.
- É feita a partir da vida da comunidade;
- Ligada aos movimentos comunitários ou sociais;
- Igreja viva, produtiva, que se mexe;
- Ela é uma Teologia produzida na comunidade para a comunidade;
- É inventiva, comprometida, dinâmica;
- Profética, trazer a luz da fé para o povo;
- Reler e reescrever a Bíblia para o povo, com o povo.
O primeiro momento é a fé da comunidade, o segundo momento é a Teologia. É a comunidade pensar e aprofundar a sua fé.

1- Leigos, pastores e Teólogos
Função dos Teólogos é ajudar a clarear, pensar a caminhada do Povo, para que a caminhada da comunidade seja mais clara e objetiva.

2-Teologia Erudita
É a teologia acadêmica. Não sai das portas das universidades. Fica só na teoria.

3-Teologia Canônica
Ela é Jurídica, fechada, teologia dos bispos. Teologia canônica; normas, regras. É a teologia dos documentos oficiais da Igreja. Tem a responsabilidade de governar.

4- Teologia dos Movimentos
São movimentos que tem sua teologia própria Schoenstat, carismáticos...)
Cada diocese é uma igreja própria, ligada ao papa. Toda vida religiosa deve estar ligada a sua igreja. Nenhum movimento deve ter uma orientação de fora. ( D. Ivo).
Teologia é fato Eclesial, fato político. É refletir( aquilo que pensamos), pensar a fé.

GRANDES CORRENTES DA TEOLOGIA DOS ÚLTIMOS ANOS
Séculos XVIII, XIX a igreja se fecha ao mundo. O concílio Vaticano II ( anos 1962 a 1965), convocado pelo Papa João XXIII, tem como proposta principal, trazer a Igreja de novo presente na história. O mundo e a Igreja às vésperas do Vaticano II, haviam muitos movimentos fora da Igreja. A Igreja condena, e não vai ao encontro.
MOVIMENTO BÍBLICO PATRÍSTICO
Lutero defende que cada um possa ler a Bíblia e interpretá-la da sua maneira. Ele foi um porta voz religioso da modernidade. Patrístico, Os primeiros dois a três séculos do cristianismo que se firmou a Igreja. Movimento que trouxe de volta o estudo da Bíblia ( fundamentos).

MOVIMENTO LITÚRGICO OU RENOVAÇÃO LITÚRGICA
Em todo mundo a mesma liturgia, a mesma vestimenta, os mesmos gestos, a mesma língua.

AÇÃO CATÓLICA
Quando acontece as grandes mudanças políticas no mundo, e os leigos se metem nas questões políticas e sociais. Os Leigos marcam presença na sociedade. Cristãos leigos se envolvem nas questões sociais e ajudam o Vaticano a sair dos muros. Começa daí, o famoso método- VER, JULGAR E AGIR.

INSTITUTOS SECULARES
São pessoas que fazem a profissão religiosa no mundo. São anônimos e consagram a sua vida como leigos. Trazer a vida religiosa dos conventos para o mundo.

MOVIMENTOS POR UM MUNDO MELHOR
Após a II guerra Mundial foi um movimento que surgiu por um mundo sem Guerra( Lombardi, +- nos anos 50)

MOVIMENTOS DE ATUALIZAÇÃO
Movimentos de atualização em todos os setores da Igreja. Atualização da teologia da Igreja.

CORRENTES TEOLÓGICAS
- Teologia do Cosmos: do universo, da natureza, das realidades terrestres (T. do progresso, da Política, da ciência e da cultura) Deus viu tudo o que tinha feito e viu que tudo era bom.
- Teologia do Anúncio. Querigmática. Criar a Teologia que seja compreensível as pessoas de fé. Traduzir para a vida concreta de hoje. Que linguagem usamos para isto. Criar uma proposta que seja real para as pessoas e possam entender a mensagem de Deus e que toque o coração das pessoas.
- Nova Teologia. Como volta as fontes. A refontalização.
- Volkstheologia. Teologia do Povo de Deus. Teologia dos leigos ou Laicato.
- Teologia Ecumênica. Não é uma teologia polêmica e sim uma teologia aberta, dialogante.
- Teologia da linguagem. Não abstrata, mas como traduzir a Palavra de Deus nas diferentes culturas, que seja entendida.

ACONTECIMENTOS DO MUNDO
Corrente de Humanismo: Prega que : Elevar a humanidade a maioridade; Nós somos responsáveis pelo caminho que escolhemos. Vamos nos tornar humanos. Livrar-se de Deus
Marxismo: Quer uma sociedade justa, unindo os funcionários e se revoltam e criam o comunismo e o socialismo. A nossa vida é de sofrimento, vamos sofrer aqui na terra tanto maior será nossa recompensa no céu. A religião se tornou o ópio do povo ( anestésico). A Igreja e o capitalismo se colocaram em oposição ao Marxismo e perdeu os operários
Os dois movimentos atacaram a Igreja. Kant: ousa usar a tua razão pensar com a própria razão( autônomo) e só aceita o que é claro para tua razão> O ser humano só é plenamente humano se ele é capaz de decidir por si mesmo e só decidir conforme a sua razão( Humanismo).
Vaticano II: A alegria e a esperança da Igreja deve ser a alegrai e a esperança do mundo( povo). A partir do Vaticano II a Igreja não quer mais ser condenadora do mundo e sim servidora.
Nos anos 1970 as análises e as pessoas( universidades) apostavam que nos anos 2000 ninguém falaria mais em Deus. No entanto, houve a reviravolta e até há exageros com religiões e quem não fala em Deus não conquista o povo. Hoje há muitas sacralizações.
Experiência religiosa: Muitas experiências e credos religiosos.
Experiência da fé cristã: Jesus propõe a experiência da fé cristã.
A questão religiosa hoje é um fenômeno mundial, apesar de muitas cores diferentes. Ninguém quer se agarrar numa institucionalização, quer ser religioso sem se comprometer.
Nova Era: era após modernidade. Nova era é a que abre as portar para vários grupos religiosos.

Sintomas do futuro
- Individual, vou para onde eu me acho bem;
- Experiência afetiva, vale o que se experimenta;
- Salvação aqui e agora;
- Sem doutrina ( ortodoxia);
- Pós cristâ, deixam de lado o cristianismo e seguem outras que não mexem com a minha vida;.
Mística Psicológica, é você entrar no mais profundo do seu eu.
Transcedental, é o que vai para o além, mas para o meu além.
Néopagãos, Deus e a natureza e sou eu mesmo.
Mercadológico, A lei absoluta do mercado = total. Isto é tudo. Obedecer ao mercado.
Experiência religiosa, é o fenômeno que aparece em todas as religiões.






















I N T R O D U Ç Ã O


O Instituto Missioneiro de Teologia, nos deu a oportunidade neste ano de 2004 a iniciar o curso de Teologia Pastoral para leigos, em Cerro Largo, mais precisamente no colégio Medianeira.

O curso teve o seu início no dia 2 de março de 2004, com o nosso primeiro encontro, e a primeira disciplina foi a Introdução a Teologia, e o Pe. Pedro Ramão Hilgert foi o nosso professor e nos auxiliou nesta disciplina entre os dias 2 de março a 4 de maio, sempre das terças feiras à noite das 19:30 às 22 horas.

Os principais assuntos abordados nesta disciplina, e que tentei resumir e apresentar neste trabalho são:
- Introdução à Teologia
- O que é Teologia e por que estudar?
- Contexto atual da Igreja e Teologia
- Pode o povo fazer Teologia?
- As grandes correntes da Igreja e Teologia
- Crer num mundo religioso.
Espero ter conseguido apresentar, apesar de bem resumido, uma síntese desta disciplina.


Viro Limberger


TRABALHO


INTRODUÇAO À TEOLOGIA

Toda ciência se define por três coisas: Objeto, que é o campo que se estuda, o Método que é o caminho através do qual se consegue avançar e a Linguagem que são conceitos, idéias. No caso da Teologia, a linguagem, palavras chaves, que usamos são, Deus, fé, graça, perdão, origem, escatologia, misericórdia, pecado, eternidade, Santíssima trindade, salvação....
O Saber passa de geração em geração conhecimentos que um povo ou grupo descobriu, tão antigo como a humanidade. Temos facilidade de descobrir novos saberes. O saber só tem sentido quando nos dá poder sobre a natureza, e estamos vivendo numa sociedade do saber e não do ter.
Na Ciência os saberes são lentos, passam de um para o outro. São descobertas que não são usadas no dia a dia. Tem objeto definido e controlado e com método. É um saber que tem regras e normas que os cientistas precisam observar. Toda ciência é universal, vale para o mundo e ela prova a sua teoria: “ é assim”.

O QUE É TEOLOGIA E PORQUE ESTUDAR?

Teologia é uma tentativa de falar sobre Deus e ela procura clarear e aprofundar a nossa fé. A questão central da Teologia é a fé. A teologia é uma linguagem sobre Deus experimentado e intuído, para servir à vida, porque falar corretamente de Deus é falar daquele que não possui outro modo de determinação exceto aquele de ser para os homens.
Alguns ¨porquês¨ de estudar Teologia; - É o de alargar e aprofundar conhecimentos no que se referem aos conceitos e natureza dessa ciência que busca, conhecer mais e melhor Deus, o Reino de Deus e a justiça do Reino de Deus;
- É conhecer um pouco mais o mistério insondável de Deus escrito na Bíblia durante mais ou menos mil anos;
- É o de se compreender a própria fé;
- É o de o permanente aprendiz procurar ver e julgar a realidade de acordo com a nova evangelização, ou seja, sob a ótica da libertação;
- É o de visitar com prazer empático a Bíblia;
- É o de as criaturas humanas aderirem por amor ao projeto de Deus
- É o de ter a visão da certeza que Deus é companheiro do povo na defesa da vida;
Além destes porquês existem outros que durante o curso se descobre, porque estudar Teologia exige cérebro e coração cheio de sonhos, perguntas e respostas. Estudar Teologia é aprender ligar, sempre, a consciência e a visão das situações históricas de hoje com a consciência e a visão das situações históricas do passado.

CONTEXTO ATUAL

Na teologia manifestam-se dois fatos: o estatístico e o qualitativo. O estatístico nos mostra que cresce sempre mais o número de leigos e leigas que estudam teologia, quer em instituições acadêmicas oficiais, quer em cursos de extensão teológica dos mais diversos níveis.
Sob o aspecto qualitativo, vê-se o significativo deslocamento de interesse pela Teologia. A teologia transfere-se assim das mãos do clero para os estudiosos leigos e leigas.
Tal fenômeno pode revelar maioridade intelectual do cristão leigo, que anteriormente estava nas mãos dos teólogos, em quase sua totalidade pertencentes ao clero. O leigo começa a buscar a sua compreensão melhor e aprofundar mais a sua fé, e poderá exigir de si atitude mais crítica e reflexiva a respeito da sua fé.
A fé bíblica, caracterizou-se por sua dimensão histórica. E a história, por sua natureza, rompe com a uniformidade essencial da matriz fisiológica da natureza. Sendo assim, a fé bíblica manifestou-se de maneira pluralista.
Com a invasão de diferentes matrizes modernas de filosofia e de ciências humanas, a teologia nutrir-se-à dessa diversidade, de modo que o pluralismo lhe atinge a própria estrutura interna do refletir. Não se consegue reduzir as filosofias e ciências humanas a um denominador comum que permita homogeneidade teológica.
A sociedade tradicional passa para uma sociedade liberal, marcada pela liberdade das pessoas também em relação ao mundo dos valores e verdades últimas. As diferentes esferas culturais rompem com a religião católica. Translada-se para a consciência pessoal a adesão livre no campo religioso,
A pós-modernidade se fez mais generosa a respeito da religião. Abriu-lhe espaço mais amplo. Com esse estímulo, a teologia deixou o horto reservado dos seminários para freqüentar alegre as praças da publicidade pós-moderna. Se de um lado facilitou, de outro, exigiu-se dela entrar em pé de igualdade com teologias de outras religiões, sendo que, essa nova situação implica em saber dialogar não só com outros saberes, mas também com teologia e religiões que disputam o mesmo público.
Dessa forma, o pluralismo apresenta-se para a teologia cristã como chance e desafio. Chance por permitir-lhe expor seus produtos em diversos mercados. Desafio por esperar dela a capacidade de falar com sentido a interesses, biscas e gostos tão estranhos e diversificados.
A teologia na cultura pluralista abre-se de dentro para o diálogo e faz-se e refaz-se tantas vezes quantas o diálogo for ensinando e necessário. No seio da Igreja, da própria teologia católica, proliferam posições teóricas e pastorais muito diversificadas. Há posições extremamente conservadoras e até aquelas mais avançadas dentro do quadro ocidental na forma liberal e da libertação.
No pluralismo religioso surgem desafios e esperanças para tantos cristãos e para o diálogo inter-religioso, e existe a possibilidade de verdadeiras teologias não ocidentais de consciência que respondam a outras tradições culturais e religiosas, tais como as teologias indiana, africana, afro-ameríndia.
O ecumenismo vem trazendo oxigênio novo para a teologia e transformou-se nas últimas décadas em promissora primavera teológica, sobretudo no Terceiro Mundo.
A complexidade do cenário religioso e as transformações sociais do capitalismo industrial avançado sob a forma neoliberal, exige do cristão maior preparo intelectual, antes de tudo da sua própria fé.
A teologia da libertação, explica-a como proposta de procurar libertar a teologia dos entraves conceituais que impediam o cristão de tomar decisões corretas no campo da prática pastoral. Essas exigências supõe reflexão teológica mais aprofundada por parte dos agentes de pastoral.
A sociedade tradicional, fechada, passou para uma sociedade industrial, urbana, moderna, e com altas tecnologias. Neste caso, a pastoral torna-se ainda muito mais exigente para responder dá enorme presença da mídia, como espaço novo para pensar e realizar a evangelização, em vista da qual se faz teologia.
Já desponta outra nova onda, de avança suas idéias explicitando a questão do deslocamento do poder, em que as peças são substituídas, retiradas ou adicionadas à medida que a realidade o pede. Esta pastoral mais exigente exige uma crescente rapidez de informação, onde párocos e bispos poderão receber a cada momento preciosas informações para a pastoral, possibilitadas pelo uso inteligente de informática. O futuro da pastoral e da teologia vai depender de sua capacidade de criar novas formas de interação de informações, de saber de conhecimentos.
Há muitos leigos que estão à busca séria de fundamentação teológica para sua fé e espiritualidade. A teologia desempenha um papel fundamental na autojustificação da fé e na sua partilha em pequenos grupos. A novidade deste movimento espiritual, manifesta-se especialmente na criação de pequenas comunidades de vida cristã, onde as pessoas compartem, em maior profundidade, sua experiência cristã. A “nova era” abre a chance de lançar escritos espirituais e religiosos. O desafio é que a natureza da espiritualidade veiculada se distancia muito da visão cristã e entra em choque com nossas teologias, daí a importância do diálogo aberto e crítico com tal movimento religioso.
A pós-modernidade, abre à pessoa, a oportunidade de criar seus fundamentos, seus valores, sua teologia, e há a possibilidade de as pessoas usarem de criatividade. Se, de um lado, se amarga a falta de segurança e pontos de referência, de outro, aumenta espaços limpos para novas construções. O teólogo é solicitado para ir construindo sua teologia com elementos acessíveis, ainda que em forma fragmentária.

PODE O POVO FAZER TEOLOGIA?

A teologia, hoje, é feita pelo povo, porque é um fenômeno que interessa ao povo de Deus. Ele busca esclarecimentos e quer encontrar luz que esclareça e aqueça, que ilumine e anime a sua fé e vida.
A teologia só é produtiva quando existe uma igreja que é produtiva, inventiva, e comprometida. Por isso, a teologia Latino Americana tem vitalidade para seguir em frente com os pés firmes no chão, porque ela é profética, ela é viva e tem vida e tem leigos que assumem prá valer as causas sociais, que lutam por justiça, e porque vive a prática da fé. A vida de fé da comunidade é o primeiro momento e a reflexão teológica é o segundo momento na caminhada do povo de Deus.
A função dos teólogos junto com os leigos e pastores é a de ajudar a clarear, pensar a caminhada do povo, para que a caminhada seja mais clara e objetiva. Na Igreja Latino americana, existe uma profunda integração entre leigos, teólogos e pastores, todos a serviço da igreja do mundo.
Na Europa, pode-se ver uma desintegração dessas três funções. Por um lado temos a Teologia Erudita que é acadêmica, científica, e que não sai das portas das universidades. Fica só na teoria. Depois, existe uma Teologia Canônica, que é jurídica, fechada, que é a teologia dos Bispos, que vela pela disciplina e doutrina da Igreja. Tem a responsabilidade de governar. Temos a Teologia dos movimentos, que são os movimentos que tem sua teologia própria. A Teologia popular Latino Americana é feita a partir da vida da comunidade, e é ligada aos movimentos comunitários ou sociais. Ela é uma teologia que é produzida na comunidade, para a comunidade, faz parte de uma Igreja viva, produtiva, e inventiva, comprometida com a realidade e a vida das pessoas. Esta teologia é profética, pois traz a luz da fé para o povo. Ela relê e reescreve a Bíblia para o povo, com o povo.
A teologia não é só um fato eclesial, um fato popular. Ela é também um fato eclesial e político. É um tipo de teologia que o povo apanha na mão e o transforma em esperança, animação e luta, e por sua vez, incomoda o sistema e questiona os poderes.
A função do teólogo é de estar a serviço para o povo, junto com o povo, está aí para animar, para ajudar, para estimular, para garantir a caminhada da comunidade de fé. O teólogo é um instrutor que passa as regras, está aí para fazer o povo, ele mesmo teologizar. O povo por sua vez, está se apropriando não só de livros de teologia, mas também de modos, de jeitos de fazer teologia.
Quando as mulheres assumirem a função teológica, como a teologia vai ser bonita, colorida, vibrante, quente e libertadora. Teologia é trabalhosa, é difícil. É uma clareza a ser conquistada. Tem que se ter idéias muito claras para poder falar claramente e transmitir idéias boas. E as mulheres leigas já tem uma contribuição muito grande para acontecer uma teologia sempre mais produtiva nas comunidades.

AS GRANDES CORRENTES DA IGREJA E TEOLOGIA

Diversos movimentos da Igreja

1- Movimento Bíblico-patrístico, são os primeiros dois a três séculos do cristianismo que se firmou a Igreja. Neste movimento aconteceu a divisão da Igreja, onde Lutero, defendia cada um ler a Bíblia e interpretá-la da sua maneira. É o movimento de volta ao estudo da Bíblia.
2- Movimento litúrgico ou renovação litúrgica, defendia e exigia em todo o mundo a mesma liturgia, a mesma vestimenta, os mesmos gestos, a mesma língua nas celebrações das comunidades.
3- Ação católica, é quando aconteceram as grandes mudanças políticas no mundo, e os leigos se metem nas questões políticas e sociais. Os leigos cristãos marcam presença na sociedade e ajudam o Vaticano a sair dos muros. Começam o famoso método do Ver, Julgar e Agir.
4- Institutos seculares, são pessoas que fazem a profissão religiosa no mundo. São anônimos e consagram a sua vida como leigos. Trazem a vida religiosa dos conventos para o mundo.
5- Movimentos por um mundo melhor, foi um movimento que surgiu após a II Guerra Mundial, pedindo um mundo sem guerras. Isto aconteceu mais ou menos nos anos de 1950.
6- Movimentos de Atualização, é o movimento que trabalhava para que a teologia da Igreja em todos os seus setores fosse atualizada.

Correntes Teológicas

1- Teologia do Cosmos; É a teologia do universo, da Natureza, das realidades terrestres como: Teologia do progresso, da política, da ciência, da cultura.
2- Teologia do Anúncio; Criar uma teologia que seja compreensível as pessoas de fé. Traduzir para a vida concreta de hoje. Que linguagem usamos para isto? Criar uma proposta que seja real para as pessoas e possam entender a mensagem de Deus e que toque o coração das pessoas.
3- Teologia, Nova Teologia; Como voltar as fontes, a refontalização.
4- Volkstheologia; É a teologia do povo de Deus. Teologia dos leigos, ou seja do Laicatro.
5- Teologia ecumênica; Não é uma teologia polêmica e sim uma teologia aberta, dialogante.
6- Teologia da linguagem, não abstrata mas como traduzir a Palavra de Deus nas diferentes culturas, que seja entendida.
As correntes do humanismo e do Marxismo, eram dois movimentos que atacavam a Igreja. A corrente do humanismo, defendia o uso da razão. Ousa usar a tua razão, pensar com a própria razão, e só aceita o que é claro para a tua razão. O ser humano só é plenamente humano se ele é capaz de decidir por si mesmo e só decidir conforme a sua razão, e livrar-se de Deus.
O marxismo, quer uma sociedade justa, unindo funcionários e se revoltaram e criaram o comunismo e socialismo. Defendiam que, a nossa vida é de sofrimentos, vamos sofrer aqui na terra, tanto maior será nossa recompensa no céu. No marxismo, a religião se torna o ópio do povo. A religião e o capitalismo, se colocaram em oposição ao marxismo e perderam os fiéis operários.
A partir do Vaticano II a igreja não quer ser mais a condenadora do mundo e sim servidora. A alegria e a esperança da Igreja deve ser a alegria e esperança do povo.

CRER NUM MUNDO RELIGIOSO

Nos anos 70, as análises e as pessoas, de modo particular as universidades, apostavam que nos anos 2000 ninguém falaria mais em Deus. No entanto houve a reviravolta e até há exageros com religiões, e quem não fala em Deus não conquista o povo.
A questão religiosa hoje, é um fenômeno Mundial, apesar de muitas cores diferentes. Ninguém quer se agarrar numa institucionalização, quer ser religioso sem se comprometer.
A Nova Era é a que abre as portas para vários grupos religiosos. E temos vários sintomas do futuro, como o Individual, onde as pessoas vão, onde se sentem bem. Para o povo vale o que se experimenta, pregando a salvação aqui e agora. As pessoas deixam de lado o cristianismo e seguem outras que não mexem com a vida.
A mística psicológica, consiste em mergulhar no eu profundo, com a ajuda da psicologia, e tem trazido maior serenidade, autodomínio, liberdade diante da busca do prazer e materialismo atuais. Há mais do que busca de uma paz interior, busca-se um alargamento da consciência. Há sede de transcendência, não necessariamente de Deus, e sim, é o ser humano que quer expandir suas potencialidades até o infinito, se for possível. Misturam-se práticas herdadas de tradições orientais e xamânicas antigas e procedimentos modernos ligados à eletrônica ou à química das drogas.
A mística cósmica é outra onda de espiritualidade, em íntima sintonia com a anterior, recupera uma relação pura, imediata, inocente com a natureza. Procura-se neste movimento cultivar uma consciência planetária. Essa consciência cósmica existiu mais forte nas culturas orientais, indígenas.
O neopaganismo, significa a situação de pessoas que se consideram pós-cristãs e que, mesmo batizadas, se dizem religiosas, cultuando outros deuses que não O da Bíblia. Há cultos especificamente pagãos, recuperando religiões antigas, tanto importadas de outros continentes quanto nossos. Tradições indígenas e africanas pré-cristãs surgem das cinzas da dominação cultural cristã, ou criam-se formas sincréticas pagãs com elementos cristãos. Oferecem-se formas religiosas para satisfazer a sede de Mistério fora do quadro cristão. Os ritos e simbolismos são cristãos, católicos. Falam ao imaginário religioso do povo. São formas religiosas pseudocristãs.
O papel evangelizador da fé cristã. O ser humano, além das necessidades materiais, carece de bens espirituais. É feito para a verdade, beleza, sentido, bem, transcendência. Essa área de sua existência precisa e necessita ser alimentada. O ser humano tem sede de experiência religiosa, por isso, é importante ter idéia da diferença entre experiência religiosa e fé.
A experiência religiosa está relacionada com a nossa condição de criatura que se abisma no seu próprio nada e desaparece diante de que está acima de toda criatura. É uma experiência originária como a da beleza, da verdade, do bem. Difícil de defini-la.


C O N C L U S Ã O


Concluindo este trabalho, penso que há muito o que fazer, o que estudar, o que descobrir sobre teologia. Fizemos teologia e até muitas vezes não nos damos conta disso. A experiência vivida da fé, nos ajuda a ter o máximo de proveito em nossos estudos e trabalhos nas comunidades.

A teologia é importante para a nossa vida e a vida de nossas comunidades onde atuamos. Não se pode deixar de refletir e estudar sobre a fé e a moral dentro do contexto cultural e religioso no qual estamos envolvidos. A teologia trata sobre tudo de Deus, mas não só; tudo, direta ou indiretamente entra na reflexão teológica. Ela nasce e se nutre dentro da comunidade cristã. A teologia é importante para a Igreja e a Igreja é importante para a teologia.






Neste último parágrafo, apresentarei a minha avaliação. Pelo meu esforço em deixar durante duas noites por semana a minha casa e minhas tarefas, além dos dias que me dedico em casa a estudar e ler, tenho a convicção de que sou merecedor de uma avaliação positiva. Dou o máximo de mim e me dedico de mente e coração à este curso. Por isso, pelo que pude aprender e estudar e guardar para uma melhor vivência da fé comigo, com minha família e comunidade, a minha nota gostaria que fosse 8,5.












BÍBLIA II













DOS PATRIASCAS AO
INÍCIO DA MONARQUIA








PE. DÉCIO WALKER
Abraão morava em Ur dos Caldeus, saíram de lá por que havia duas opções depois da venda das terras. Ou ficar lá como escravos ou sair para outro lugar atrás de outras terras. Abraão era o primeiro sem terra conhecido na história. Abraão foi o primeiro revolucionário que protestou contra a injustiça de alguns grandes ter toda terra e serem representantes de Deus. Mas Abraão não quis mais seguir este Deus e dá a outra interpretação a Deus. Deus está no centro e todos somos filhos de Deus e ninguém é mais importante do que o outro. Abraão só chegou a esta idéia com alguma inspiração divina. Por isso que se lê na Bíblia, e Deus disse:.. Gn 12,3-9. Estes textos foram escritos mais ou menos 800 anos depois, no ano 1000 a C.
Bênção: é tudo aquilo o que a gente precisa para viver uma vida digna; terra, casa, comida, vestimenta, qualidade de Vida. Deus abençoa quem aceita viver uma vida comunitária.
O Dízimo já a 4000 anos atrás Abraão deu o seu dízimo para aquele que o abençoou. ( Gn 12,10-20 ; Gn 14,17-24)
“ Nas dificuldades da vida que surgem as grandes idéias ( saídas).
Gn 15,1-20. Um ritual onde cortam os animais no meio dignifica que: colocaram uma metade a cada lado e as pessoas que fazem acordo passavam no meio e o eu não cumpria o acordo também seria partido no meio.
A tocha de fogo passou no meio, significando que apenas Deus é fiel ao acordo. Abraão ainda não está firme para ser totalmente fiel a Deus.
Gn 17,1-8. O nome de Abrão mudou para Abraão.
ABRÃO- dignifica Pai, apenas do Graupo
ABRAÃO- significa Paizão, Pai de um grande povo.
Gn 18,1-17 e Gn 22,1-19. Este texto foi escrito mais ou menos 750 a c. teve reis nesta época que começaram com uma prática antiga de sacrificar os seus filhos a Deus. Com o projeto de Abraão, este ritual não existia mais. Em defesa desta vida das crianças, foi escrito este texto, esta história, dizendo que os que sacrificam crianças estão retrocedendo para tempos antes de Abraão. O texto foi criado dentro do espírito de Abraão, em defesa das crianças.
EXEGESE= interpretação da Bíblia - Leitura Literal;
- Leitura Histórica
- Leitura Sociológico: Social, religioso, econômico e Político.
- Leitura Orante: Leitura, Meditação, Oração, Contemplação.
Contemplação: inspirar-se no texto, navegar no texto, enxergar adiante.
Ler e interpretar Gn 37
Isaac Pai de Jacó mora na terra onde seu pai morava. José tinha 17 anos, pastoreava o rebanho, ajudava os filhos de Bala e Zelfa, outras mulheres de seu pai, contou da má fama que eles tinham. José era preferido de Israel, por isso mandou fazer uma túnica. Irmãos com ciúme. José teve um sonho, isto gerou ciúme ainda maior, os outros tiveram medo que ele seria o rei e os outros deveriam porstrar-se diante dele. Os irmãos de José foram apascentar e Israel ( Jacó) madou José ver como eles estão. Os irmãos o avistaram de longe e planejaram matá-lo. Rubens teve a idéia diferente. Mesmo assim, arrancaram-lhe atúnica e o jogaram num poço vazio. Viram uma caravana de israelitas e o venderam por 20 moedas de prata, evitando derramar o seu sangue, mataram um bode e ensangüentaram a túnica e o mandaram a seu pai e os irmãos falaram que era uma fera que o devorou. Jacó chorou por muito tempo a morte de seu filho, e não se consolava. E os madianitas no Egito venderam José para Putifar, ministro e guarda de Faraó.
Gn 39. José se torna escravo e “Deus estava com ele” e José era diferente, adquiriu a confiança do ministro do Faraó. Mesmo preso, José se sobressai sobre os outros.
Sonhos, na Bíblia, é uma outra forma de revelação.
Palestra com Ir Inês Wenzel.
PRELAZIA DO XINGÚ: ( diocese em formação) começa no norte do Mato Grosso até o sul do Amapá, rodeando o Rio Xingú.
Gn 47. O que mesmo pode criar uma nova mentalidade na cabeça e no coração das pessoas?
Ex 1,8-14. É o resultado do política agrária de José.
Ex 1,15-22. ( as parteiras) desobedeceram ao rei defendendo os pobres,. Coragem, criaram uma organização para criar a desobediência, defenderam a vida. A força da vida surge onde menos se suspeita.
Ex 2,1-10. A filha do faraó era mulher, tinha sentimento. Dentro da estrutura que queria matar, tinha outras pessoas que não queriam esta estrutura. Ex 1,8...; 2,11... 3,1..
Sarça ardente: fogo que arde no coração, sensibilidade, é aquilo que mexe com a gente, sempre que há o contrário à vida.
As pragas do Egito:
1- Águas de sangue 2- Rãs 3- Mosquitos
4- Moscas 5- Gado que morreu 6- Úlceras
7- Chuvas de pedra 8- Gafanhotos 9- Trevas
10-Morte dos primogênitos.
Todas as pragas são descritas do mesmo sistema . pressionar o faraó para libertar o povo. ( Ex 7,14-24 a Ex 11,1-10
Ex 7,14-24 – Moisés e Araão
O povo, quando a Bíblia foi escrita, já havia saído de lá. Moisés partia de fenômenos naturais para pressionar o faraó. Era um método que Moisés usava para amolecer o coração das pessoas. Moisés encontrou métodos na natureza para conscientizar o povo.
Ex 12,1 – Páscoa: memorial de libertação.
Páscoa é uma festa que já existia bem antes e aproximam esta festa para dar um novo sentido a páscoa. Passagem do povo da escravidão a liberdade. Após N T, Jesus Cristo passa da morte para a ressurreição ( vida).
Passagem pelo Mar ( Ex 13,17... Passaram pelo Junco ( banhado), onde pessoas cruzavam e o exército não.
Hino ao Deus libertador Ex 15,1-18.
A organização do povo, por pequeno que seja, sendo confiante a Deus é capaz de driblar o maior dos exércitos. O milagre que aconteceu é que um povo frágil e fraco consegue vencer o maior dos exércitos. O milagre da organização Ex 16,1-16: o que é isso? Igual a maná. Maná é uma resina que cai das árvores no deserto e é comestível.
Canal de Suez: liga mar vermelho ao Mar mediterrâneo.
Ex 18,13-27: organização do povo em setores. Descentralização do poder. Moisés se tornou quase um faraó, centralizava todo poder e o sogro dele sugere repartir a tarefa entre pessoas capazes escolhidas do povo.
Pecado Original: é o pecado que da origem a todos os pecados. Pecados que originam todos os males. As crianças nascem com o pecado original, porque vem de geração em geração.
Ex 19,1-15. Estas recomendações são uma simbologia. Deus aparece para o povo em forma de um projeto de vida.
Ex 19,16-25. Preparação ritual de uma teologia escrita muitos anos depois. Era uma celebração de pentecostes. Pentecostes, festa da colheita e recepção da lei. Já existia antes de Jesus Cristo.

OS MANDAMENTOS ( Ex 1-20, 1-6)

1° mandamento
Este mandamento é um pedido para seguir um único Deus verdadeiro. Só Deus pode orientar ao homem a conservar a liberdade e a vida e não volte a escravidão. Proibiu a servir outros Deuses. não fabricar outros ídolos. Não seguir outros Deuses. Não seguir outros deuses, deus no centro e todos somos irmãos, centro da nossa vida. Não é Deus que castiga, mas eu opto e atraio castigos a mim. Castigo é conseqüência das minhas opções. Impedir que se volte a uma sociedade opressora.

2° mandamento
Não usar o nome de Deus para se promover e ou para sua reputação. Não usar o nome de Deus para tirar vantagens. Não usar Deus onde ele não quer ser usado.

3° mandamento
Não explorar a pessoa em trabalho escravo. Garantir um dia para o descanso, lazer, encontro com Deus e uma vida de qualidade. Garantir para não cair novamente no trabalho contínuo que leva a uma vida de má qualidade e curta ( escravidão)

4° mandamento
Honrar seu pai e sua mãe e deste modo você prolongará a sua vida. Se não honrarem os pais, tem o perigo de voltar a escravidão e vida curta num sistema de domínio, exploração. Não só aos pais paternos e sim nos pais da comunidade, líderes. Que lute por um sistema onde pai e mãe sejam respeitados.

5° mandamento
Não só proíbe apenas atentar contra a vida do outro. Quantos morrem antes que Deus quer. Alguns procuram a morte, por brigas. Condena qualquer sistema social que pela opressão e exploração reduz o povo a uma condição sub-humana. Pode se matar algumas coisas no outro como: reprimir, não permitir que o outro tenha iniciativa na comunidade. Perseguição política por fanatismo partidário.

6° mandamento
Não cometa adultério. Não só se refere propriamente à castidade e a Vida sexual, mas ao respeito pela relação matrimonial. No Egito a mulher era objeto sexual do homem e não tinha direitos. O homem podia abandonar a mulher mas a mulher não podia fazer o mesmo. Era uma relação comercial: objeto. O mandamento quer chamar a atenção dos homens para que não pudessem mais usar as mulheres e tudo aquilo que desagrada o casamento. É tudo que se refere ao relacionamento de homem e mulher.

7° mandamento
Não só roubo entre pessoas. Condena qualquer sistema social que se estrutura a partir do roubo. Corrupção generalizada. Corrupção eleitoral, sistema corrupto.

8° mandamento
Não apresente falso testemunho contra o seu próximo. Não só falar mal dos outros, condena toda falsidade, clima de falsidade existe no meio de nós.

9° mandamento
Não cobiçara a mulher do próximo. O 9° mandamento condena se apoderar da vida carnal.

10° mandamento
Não cobiçar as coisas alheias. Condena se apoderar das riquezas que destroem a liberdade e a vida alheia. Por mais impossível que parece, o projeto de Deus é possível






















BÍBLIA III –





MONARQUIA E PROFETAS











PROFESSOR – ERNO JUNJES














IDOLATRIA

No Antigo Testamento, Egípcios, babilônicos, filisteus, persas, gregos, romanos...., adoravam deuses falsos, ídolos, com práticas e cultos religiosos, como: Isis, baal, maloc, melcom, deuses feitos de imagens ou esculturas ( Os 2,4-15; Sf 1,4-7). Os profetas de Israel denunciavam estas práticas, alertando o povo sobre tais crenças e práticas: imagine, acreditar e confiar em deuses fabricados por mãos e talentos humanos, deuses sem vida, deuses de matéria( Is 40,19-21), e anunciam que, quem quiser encontrar o Senhor, não deve procurá-lo nos templos, porque todos serão destruídos. É preciso encotrá-lo no seu verdadeiro santuário, isto é, na prática da justiça ( Am 5,4-7).
A seguir, pretendo mostrar que ainda hoje existem idolatrias, muitas vezes despercebidos, mas existentes. Só Javé, em quem o povo de Israel tinha fé, é o Deus verdadeiro, e todos os demais, não passam de engano, deuses falsos, ídolos fabricados por mãos humanas ( 1 Cr 16,25-26).
Nossas atuais sociedades tidas como cristãs, herdeiros da tradição judaico- cristã da Bíblia, são religiosamente monoteístas, embora estruturadas em classes, sendo duas classes mais notáveis. A “classe dominante”, detentora dos meios de produção e do poder econômico e político, e a “classe dominada” que nada mais tem do que a força de trabalho, caracterizando-se como classes populares e classes trabalhadoras, despojadas do poder e riqueza.
As sociedades capitalistas modernas são claramente classistas na prática, mas elas professam teoricamente um igualitarismo formal. Por exemplo, a constituição brasileira proclama, que todos os cidadãos são iguais perante a lei e que todos tem os mesmos direitos civis e que a lei é igual para todos. A contradição na realidade é reconhecida por todos.
Assim, como na sociedade, a religiosidade também professa que é formalmente monoteísta e igualitária. Mas, como só é aparentemente, na prática, é irreal. Na realidade se pratica um politeísmo religioso idolátrico.
Diz um ditado “ Deus é um só e a Bíblia é uma só”, mas, a interpretação da Bíblia é diferenciada e a imagem e compreenção de Deus ou de Jesus Cristo é diferente. Cada leitor pode interpretar os textos, mensagens e ensinamentos que fechem com as suas idéias pré-concebidas. O leitor, capta aquelas mensagens e ensinamentos que melhor se adaptam aos seus preconceitos e interesses, ele busca na Bíblia, a confirmação ou justificação de suas idéias e interesses pessoais. Mas, cada leitor ao ler a Bíblia, deve ter presente que a palavra de Deus, escrita na Bíblia, quer nos desprender de interesses e preconceitos pessoais, e ter a vontade de se deixar iluminar e questionar pela mensagem da Bíblia. Se o leitor não tiver este cuidado, corre o risco de, a partir da Bíblia, proteger e criar para si, outros deuses e ídolos.
Há em nossa sociedade, exemplos claros de compreensões diferentes de Deus. Por exemplo, os grandes produtores rurais, latifundiários, podem se espelhar num Deus diferente do Deus dos sem terra. O Deus dos empresários, é um Deus diferente do Deus dos empregados. Estas interpretações e seguimentos diferentes, podemos ver em 1 Rs 18,19, com os profetas que seguem outros ídolos, e em 1 Rs 18,36, com os profetas que seguem a Javé. Não pode ser na verdade o mesmo Deus que, para uns, defende como sagrado direito à propriedade particular, sem limites e tamanho, e para outros, ensina que a terra é dom de Deus dado a todos para o sustendo e a vida digna. Nem pode ser o mesmo Deus, que para alguns, concede o direito de acumular bens, ser donos de um enorme capital, poder desviar e roubar milhões dos cofres públicos, ter mansões enormes e finíssimas, ter milhões de reais ou dólares escondidos em paraísos fiscais, e para outros, trabalham por um salário mínimo para sustentar a sua família, ou ser desempregado, não ter casa para morar, nem o que vestir, nem atendimento e condições mínimas de saúde e vida digna.
Por isso, é difícil de entender que “ Deus é um só e a Bíblia é a mesma para todos”, porque não é o mesmo Deus que inspira a Igreja da América Latina, na sua defesa e opção pelos pobres e marginalizados, mobilisando-os a lutar por seus direitos e por transformações sociais, lutar contra as injustiças e a exclusão, do que o Deus das Igrejas pentecostais, ou as popularmente chamadas seitas, que tem uma postura ideológica conservadora em relação ao sistema sócio-econômico-político e vivem um espiritualismo religioso descomprometido com a realidade social.
Existem diferentes modos para distinguir o Deus verdadeiro, de compreenções diferentes, falsas e distorcidas. O Deus da Bíblia é único, e o mesmo para todos os cidadãos, porque todos são iguais. Ser fiel a Ele, significa, comprometer-se efetivamente como o ideal da igualdade social, estar disposto a considerar todos como irmãos, sem discriminar ninguém, por nenhuma razão ( Ex 20,2-3). O Deus da Bíblia, por meio dos profetas, tomou posição contra o poderoso faraó do Egito, a favor dos escravos israelitas para libertá-los da escravidão ( Ex 3,9-10). E Jesus Cristo, declarou bem aventurados os pobres, contra as atitudes de discriminação dos sacerdotes e escribas ( Mt 5,3).
Hoje, a sociedade atual corre um risco muito grande com os falsos profetas que distorcem totalmente a compreensão do verdadeiro Deus vivo da Bíblia, Deus da vida, Deus solidário com os marginalizados e excluídos ( Sf 3,4). Há também uma outra forma de idolatria, onde é negado o direito das pessoas, com prática religiosa, se posicionar a respeito da vida sócio-econômico-política, e que uma não depende da outra e uma não deve interferir na outra. O capitalismo, tem como valor maior o lucro, o dinheiro, os bens materiais, e não o Deus cultuado na prática religiosa. Para alguns, o sucesso pessoal, sua fama como esportista, como cantor ou ator famoso, os prazeres procurados nos vícios, nas drogas, sexo sem limites, os satisfasem e por isso é o mais importante em sua vida. Ainda merecem ser identificados como idolatria, a vaidade, orgulho, ambição de poder, acúmulo do ter, cobiça de possuir ( Col 3,5).
O culto e adoração a Deus é a atitude interior de quem considera Deus, como valor supremo, e a vontade de Deus, como a norma e valor máximo de sua vida. Se alguém tem o seu interesse maior nos bens materiais, e sacrifica todos os demais interesses e deveres, inclusive os da sua religião, então o seu Deus é o dinheiro, os bens materiais. Se alguém busca a qualquer custo, conquistar o poder, sacrificando com isso, todos os demais valores, seu Deus é a ambição do poder e o sucesso político. São dois exemplos claros de idolatria.
Concluindo, a caminhada do povo de Deus, ontem e hoje, é marcada por momentos diferentes. Ora seguem ao verdadeiro Deus, e anda nos seus caminhos, ora se afastam dele e se iludem com falsas promessas. Às vezes, cultuam o verdadeiro Deus, ora caem na idolatria. Amós, já era enviado para denunciar as injustiças e anunciar a justiça e apontar um caminho para o povo: Procurem o bem e não o mal; odeiem o mal e amam o bem; restabeleçam o direito no tribunal ( Am 5,14-15). Assim também nós recebemos a missão de trabalhar em nossas comunidades, denunciando, anunciando e animando o povo de deus, resgatando os perdidos, curando os doentes, ensinando-lhes o verdadeiro caminho ( Mt 10,5-10).

MONARQUIA E PROFETISMO

1200 a c – conquista da Terra prometida- tribalismo
Religião não pode ser alienação. Tem que ser libertação.
Linha do Tempo à partir dos anos 1000 a c. 1 Sm 8,1-22.
SAMUEL- Juiz autoridade do tribalismo. É o último Juiz.
Ganância- Um rei como as outras nações.
Suborno- Estão rejeitando a mim, Javé é o único rei.
GANÂNCIA Direito do Rei, convocará os filhos, as filhas como perfumistas,
SUBORNO cozinheiras, padeiras. Colher para o Rei, 10% para os oficiais, e
CORRUPÇÃO. Melhores terras, bois, 10 % era tributo e se tornam escravos. Ídolos.
Características da verdadeira religião, direito a escolha, liberdade. Javé era o único rei, mas o povo quis um outro rei. A única tarefa do rei era proteger o povo. Em 1 Rs 5,1-9, o povo servia o Rei. Em 1 Sm 10,17-27, Jesus disse: Libertei vocês, mas vocês o rejeitaram. Escolheram Benjamim. Saul, foi eleito por sorteio. Saul é o primeiro Rei do povo de Deus da tribo de Benjamim a menor de todas.
1 Sm 8; 10,17-27. Estes dois textos são a versão contra a monarquia. Este povo quis o reinado. Deus é contra, mas deixa a liberdade ao povo. 1 Sm 9,1-10 mostra a versão do grupo pró – monarquia. Saul é o rei por vontade de Javé.
1 Samuel 12,1-25. Samuel insistiu que o povo tenha fidelidade à Deus, apesar do erro à querer outro rei, Samuel diz que, Javé deve ser o seu rei. Se servir a ídolos, infiéis, vocês e seu rei vão perecer. Os profetas vão surgir dentro do sistema monárquico. A maior insistência é a fidelidade a Javé, contra os ídolos.
A missão do profeta é: Anunciar a Javé
Denunciar ídolos
Animar o povo de Deus.
Javé é Deus libertador, Deus da vida, recomenda a fidelidade ao Evangelho.
O irmão gêmeo da monarquia é o profeta. Quando não tem mais assembléias e reuniões do povo na monarquia, surge a voz do profeta.
Quem é Profeta? Quando? O que é uma profecia?
O profetismo não deve ser visto como alguém super iluminado e sim um ,movimento profético. Até pode levar um título de líder, mas é sempre um movimento. Não é algo apenas do A T. hoje precisamos de profetas, dentro e fora da Igreja. A Igreja não pode perder a sua dimensão profética para ser evangélica. Profeta é uma palavra Grega ( Nabi), significa pregador. Significa Arauto. Profeta é aquele que anuncia uma mensagem em nome de uma divindade ou autoridade superior. Às vezes profeta é definido por sonhador. O profeta entra em transe. O profeta é enviado por Deus. A Igreja Cristã não pode perder a sua dimensão profética: Anunciar e denunciar o que está errado.
Existem profetas Maiores: ex. isaías, Geremias, Exequiel, Daniel.
Profetas menores: Amós,Oseas, Miquéias, Ageu. Conforme os seus escritos.
Profetas que não tem escritos. Ex Natã, Elias, Eliseu. (2 Sm 7,1-17). Davi quer construir um templo. Davi é o segundo rei depois de Samuel. Davi permanecerá no poder. Por isso que se diz: José filho de Davi, vai levar seu filho para fazer o recenseamento. Quem constrói o 1° templo é Salomão, filho de Davi. Javé é o Deus da tenda. Fazer do templo um centro, político, social, religioso e ideológico.( 2 Sm 11,1-27).
9 2 sM 12,1-15). Natã age e dá um puxão de orelha a Davi. O profeta aponta o que está errado. Chama atenção de Davi. Davi se arrepende e recebe o perdão. ( Gn 3,5) se a pessoa se diviniza( que nem Deus) comete o pecado Original. Pecado maior é querer ser que nem Deus. Natã é uma pedra no sapato de Davi na questão do templo.
Vídeo: Canção do pé de Laranja Lima. Pe. Zezinho.
1 Rs 17,7-16. ELIAS ( profeta) trata da partilha ( Anúncio) com a mulher. Criar consciência que nós não somos donos da nossa vida. Partilha é igual Justiça do Pobre ( Dízimo).
2° Rs 10,18-27. Acab e Jeú eram reis perante o povo. Baal é um Deus ( idolatria). Jeú tenta eliminar a idolatria. Deus Javé X Deus Baal. Sabe se que se fala em nome de Deus. Vida, Deus é fonte de vida.
Ídolo escraviza. Ações do profetismo é a fidelidade a Javé. O povo que tem outros Deuses ( Baal) está prostituindo a Deus Javé, é infiel a Javé.
1 Rs 18,1-46. PADROADO. União do Estado com a Igreja. Durou no Brasil durante todo o Império até 188.
JEZABEL: esposa de Acab que é rei. Ela é oriunda do povo Cananeu. O Deus deles é Baal, ao casar, traziam junto os seus escravos e o seu Deus. Conflito teológico entre Deus Baal e Deus Javé. Elias é profeta de Javé.
1 Rs 21,1-29. Profeta Elias não permite o abuso, a ganância. Além de matar, ele ainda roubou. Herança é algo sagrado ao povo de Deus. Tinha a fidelidade a Javé. Profeta que é pedra no sapato dos Deus. Deus fala por intermédio dos profetas. Deus da vida. Superar a idéia de um Deus milagreiro.
O castigo recai sobre a mulher e os filhos, porque a mulher traz consigo o Deus Baal. O castigo não recai sobre o rei, porque ele se humilhou e pediu perdão a Javé ( misericórdia a Deus). Jesabel não faz parte do povo de Deus Javé e sim do Deus Baal. Por isso ela e os seus descendentes são castigados. Toda idéia que vem, que é fora de Deus Javé, deve ser eliminado.
Gn 20,7- Abraão é apresentado como profeta.
Ex 7,1- Abraão como profeta Aarão.
Dt 34,10- Moisés é apresentado como profeta
Jz 4,4 Débora é profetiza.
Profetas são também visionários ( que tem visões). Is 1,1 , Visão de Isaías. Tem visões ou videntes, homens de Deus. Às Vezes precisam dizer que tinham visão para convencer o povo que fala em nome de Deus.
Am 7,10-17. Amós não aceita ser chamado de profeta. Não sou profeta. É Deus que me enviou.
Mq 3,5-8. Haviam muitos falsos profetas que falavam em nome de Javé. Por isso Amós não quer ser chamado de profeta.

CARACTERÍSTICAS DO PROFETA
- Que fala com Deus e consulta a Deus.
- Que fala sob ação divina ( defende a vida do povo)
- É aquele que fala no lugar de Deus.
- É aquele que revela coisas ocultas. O que não está claro, o profeta fala.
- Busca discernir a vontade de Deus. Em meio aos conflitos, qual é a vontade de Deus? A partir desta realidade, anunciar, denunciar e animar. Para ser profético devemos ter a capacidade de discernir.
- O profeta é visto pelos adversários como subversivo, doido, tolo, perturbado. ( Am 7,12)
- O profeta é um crítico do rei, do Estado, do templo, do culto.
- O profeta fala com autoridade frente a questões políticas, econômicas, sociais e religiosas ( 2 Sm 12,1-14).
- Denúcia religiosa que eles fazem é a alienação e a Idolatria. ( Is 1,10-20).
O profeta dirige a sua crítica ao:
- Rei- centralização
- Estado- centralizados
- Templo-
- Culto- sem vida, ritualista, alienado, falso, idolatria.
O profeta faz a opção pelos pobres ( 1 Rs 21,17-24). O profeta é alguém que entra em crise. Conflito interior, pessoal, consigo mesmo, com Deus ( Jr 15,10-21 20,14-18).
Profeta é alguém que clama por justiça, no modo especial, no conflito do campo X cidade. ( Mq 2,1-13). Miquéias anima o povo ( Mq 4,1-8). Amós clama por Justiça ( Am 3,10-15 e 4,1-3). A profecia não se define, mas se vive, como experiência de Deus.
Há dois tipos de profetas: O VERDADEIRO E O FALSO PROFETA.
- Há os profetas de Javé ( 1 Rs 18,36) ( verdadeiro)
- Há os profetas de Baal ( 1 Rs 18,19) ( falso)
- Há os profetas do Rei ( 1 Rs 22,6) Falso)
- Há os que são contra o Rei (1 Rs 22, 8 ) Verdadeiro)
- Há os profetas que são a favor do povo ( Jr 1,5) ( Verdadeiro).
- Há os que são contra o povo ( Jr 29,8-9) ( Falso)

VERDADEIROS PROFETA
• Sua palavra se cumpre. Acontece o que anuncia
• Não está comprometido com a classe dominante, e sim com Deus e o povo
• Não tem medo da verdade.
• Denuncia o erro do povo. Deve educar. Mostra onde acontece o erro.
• Convoca, ou seja, chama o povo a viver a aliança, a lei.
• Em meio as tensões e conflitos, discernir os sinais de Deus da sua presença.
• O seu grande critério é a vida do seu povo.

FALSO PROFETA
• É um impostor, é colocado e não chamado por Deus.
• É um aventureiro, irresponsável ( Sf 3,4)
• Só quer agradar, dizer aquilo que o rei quer ouvir. (Mq 2,11 e Jr 5,20-31)
• Iludem a boa fé do povo ( Ez 29,23)
• Profetizam embriagados ( Is 28,7)
• Buscam lucros, vendem as visões ( Mq 3,5-8)
Só depois que a poeira baixar e a fumaça subir se tem a certeza de quem é quem. ( Jr 23,34-40)
1 Sm 22,2- Rei Davi era um rei que organizou os pobres e desempregados lutando contra os outros povos.
2 Sm 8,1-2 – Política de Davi gerou insatisfação.
2 Sm 7,16- Salomão adotou o único Deus ( 8,5-6)
Todos nós temos um pequeno ditador dentro de nós. Precisamos cuidar para que ele não floresça dentro de nós.
PROFETAS
ANTES DO EXÍLIO

AMÓS
- Natural de Técua- Reino do Sul.
- Amós era um camponês.
- Sua atuação profética se deu nos anos 783-740 A c ( o reino do Norte foi tomado pela Síria nos anos 722).
- Ele era profeta enquanto existia os dois reinos, do Sul e do Norte.
- A monarquia centraliza o poder.
- Cresce e aparece o luxo que é um insulto à miséria dos oprimidos.
- Um culto que disfarça a verdadeira religião, que aliena.
- Diante desta realidade o profeta Amós atua no reino do Norte e do Sul.
Questionário: Am 5,1-27 apoio Sf 1,1-2,3
1- Quais os assuntos que apareceu?
R. Amós se torna solidário com o povo diante da Injustiça Social, suborno, riqueza, opressão. Denuncia a infidelidade e a idolatria.
2- Qual a situação do povo que transparece no texto?
Explorado e reduzido à pobreza pelos poderosos. Direitos do povo violados, povo oprimido, sem vez e sem voz, dominado, explorado.
3- O que Amós fala sobre o dia de Javé e o seu culto?
O dia de Javé deve e vai ser conquistado pelo povo.( 5,18-25). Amós denuncia o culto de outras divindades, para ele, havia um único e verdadeiro Deus, Javé. Javé mora nas relações de justiça, aí o culto me agrada. Com a monarquia novamente desperta e surge o clamor dos pobres, porque a monarquia exige palácios, exércitos, santuários, mantidos pelos impostos.
Se busca neutralizar o grito e o clamor dos pobres:
1- de um modo geográfico ( geograficamente), ou seja, palácios, capital x campo.
2- Tentam neutralizar culturalmente ( Pv 10,4), quem trabalha fica rico, quem não trabalha fica pobre.
3- Tentam neutralizar teologicamente, riqueza é igual a Bênção, pobreza igual castigo ( Pv 13,18 e Jó 24,12 ).
O profeta é aquele que pega o grito e o clamor do pobre em um apelo para Deus ( Jo 15,12-16).
A existência de um empobrecido é a prova de que a aliança com Deus foi quebrada. O menino de rua, a favela, o acampamento é uma denúncia. A opção pelos pobres antes de ser uma questão política, é uma questão de fidelidade evangélica. ( Dt 15,7).

OSÉIAS
743 – 732 a C
Atua no Reino do Norte. Israel em 722 é tomado pela Assíria.
Há uma grande inversão de valores; culto à fertilidade ( prostituição sagrada) símbolo = serpente. Oséias lembra: a aliança com Javé, ela tem necessariamente duas dimensões: Gratuidade Observância.
- Dom de Deus - esforço nosso
- providência Divina - eficiência humana
- Graça - lei
- festa - luta
- se ficarmos só com a dimensão - se tivermos só a dimensão humana se cai num
de Deus, Deus faz tudo legalismo sem fé.
Deus faz a aliança e ela só existe com os dois lados. Quanto mais humanos somos, mais divinos seremos. Jesus Cristo foi tão humano que se tornou divino. Não devemos nos preocupar em ser anjos e sim humanos. O grande pecado do filho mais velho na história do filho Pródigo, é ele reconhecer a paternidade de Deus. Nega sua condição de criatura.
Questionário Os 1,1-2-16. Na dimensão denúncia:
1- o que o primeiro esposo lhe dava?
Vinho, trigo, azeite, ouro e prata, lã, sustento e vida digna.
2- Quem é a esposa?
Israel, povo de Deus.
3- Quem é o esposo?
Javé, Oséias
4- Quem são os amantes?
Falsos Deuses, ídolos.
5- O que eles prometem? O que dão?
Trigo, vinho e o azeite, prata e ouro, linho.

EXEGESE: o profeta Oséias pega um exemplo seu que todos entendem. Pega o exemplo do amor conjugal e aplica para Israel ou seja, povo de Deus. Reino do dNorte, os falsos Deuses na cabeça da esposa lhe dão vinho, trigo..... e Deus disse que iria tirar o que ele dá e a mulher ficou sem nada. Quem é infiel está se prostituindo. A medida que o povo e afasta de Deus se torna infiel. Prostituição sagrada. Oséias fala que o seu povo é uma grande prostituta que é infiel a Deus. Oséias faz uma grande denúncia. ( Ef 5,25 e Jo 15,16)
A Bíblia quer nos revelar Deus, através dos profetas, patriarcas, matriarcas e finalmente por Jesus Cristo.
Prostituição é adorar ídolos, fazer alianças com outros países, geram dependência, exploração econômica, opressão, golpe de Estado. Confiança na riqueza e no poder e todo tipo de injustiça.
Os 7,8-12. O povo está desnorteado vão a Egito e não se lembram de apelar a Deus.
Os 8,9-10. O povo tentou achar outros Deuses.
Os 7,3-7 Em 12 anos tem 6 reis, instabilidade política do Estado de Israel.
Questionário ( Os 2,16-25 ) Anúncio.
1- O que o esposo vai fazer?
Seduzi-la e conquistar seu coração.
2- Para onde vai levar?
Para um lugar seguro ( deserto) terra prometida.
3- O que vai lhe dar?
Videira, trigo, azeite, sustento e vida digna. Lã = nú = desprotegido.
4- Qual a reação da esposa?
Volta ao verdadeiro esposo.
5- o que ocorrerá entre os dois?
Aliança no deserto ( casamento).
Deserto ( montanha) são chamados lugares teológicos. Eles trazem ( deserto ) retiro, isolamento, morte. Lugar de purificação. Oséias primeiro denuncia e depois anuncia que existe um verdadeiro Deus. O grande anúncio: que tipo de Deus se revela neste texto? Que experiência de Deus? Um Deus misericordioso, fiel, de amor, libertador, esperança, justiça, segurança, carinhoso, por isso é um Deus que se dá a conhecer. O conhecimento de Deus é uma questão de adesão amorosa pela prática do projeto de Deus. Ninguém ama o que não conhece.
Animação ( Os 6,1-3)
O amor de Deus é como aguaceiro que ensopa e o povo é como neblina, molha e seca logo. Animai, deus vos espera.
Promessa ( Os 11,1ss)
Como filhos eu os farei voltar, os acolhe, voltarão ao Deus Javé, Deus amor, Deus que acolhe.
MIQUÉIAS
Atua no reino do Sul. Miquéias atuou no tempo do: rei Joadão ( nos anos 740-736 a a C) Rei Acaz nos anos ( 736-716 a C) 53 anos do rei Exequias ( 716-687 a C). isto mostra a estabilidade no Reino do Sul. Aí vamos ter a dinastia davídica ( dinastia de Daví), se perpetuam no poder, por isso é o dizer: “ tua dinastia não vai entregar o poder”. O profeta Miquéias é contemporânea ao 1° Isaías. Introdução do 1° Isaías. Isto acontece nos anos 700 – 587 à 500 a C.
Is 1-39. Contém a mensagem 1° Isaías. Pré - exílio – 39 capítulos. Preocupação de apontar erros. Denúncia.
Is 40-55 contém a mensagem do 2° Isaías. Exílio. 15 capítulos. Animação. Trabalhar a memória. Grande missão. Manter vivo a identidade do povo.
Is 55-66 contém a mensagem do 3° Isaías. Pós – Exílio. 10 capítulos. Preocupação com a esperança messiânica.
São duzentos anos entre os 39 primeiros capítulos aos 15 últimos. É a grande escola de Isaías.
Miquéias é um camponês, que era a classe mais explorada.
Questionário Mq 3,1-12
1- Quais as categorias que Miquéias denuncia?
Governantes, profetas e sacerdotes ( 3,11)
2- Qual o crime de cada categoria?
Governantes: preferem sentença em troco de suborno.
Profetas: são oráculos por dinheiro.
Sacerdotes: ensinam a troco de lucro.
3- Quais são as conseqüências desses crimes a vida do povo? ( versículos 3 e 6)
Aos olhos de Miquéias, e conseqüências da classe dirigente, histórica destruição de Jerusalém, exílio.
Tudo isso acontece em Jerusalém, a capital vista como chefes ( governantes ) e vista como videntes ( adivinhos, profetas). A construção do 1° templo foi por Salomão em 950 a C e destruído em 584 a C, quando o povo vai para o Exílio da Babilônia. O 2° templo vai ser reconstruído a partir de 538. O povo volta por jugo império Persa, pelo rei Ciro, ele deixa o povo voltar. O 2° templo novamente destruído durante o Império Romano, o qual está em ruínas até hoje.
Questionário. Anúncio Mq 2,12-13 ; 4,1-5;9-14.
1- o que Miquéias anuncia? ( Mq 2,11)
Vou colocá-los juntos, como ovelhas num curral, como rebanho no pasto. “ eu sou o Bom Pastor, libertar, reunir, proteger, alimentar).
2- Como Israel Será?
Como uma ovelha. ( resgate, libertação da escravidão para a libertação)
3- Qual é a exigência que é feita?
Retomar os caminhos, armas são transformadas em ferramentas de trabalho, reassumir a aliança. Javé resgatará, não esquece do seu povo. Sinal de vida e esperança “caminhar nos caminhos do Senhor, manter-se fiel”.
Terceira Dimensão do profeta: ANIMAÇÃO ( Mq 4,6-8 ; Mq 5,1-5)
Animai-vos, Deus vai reunir as ovelhas estropiadas, dispersas, castigadas, por meio de seu filho. De Jerusalém para Babilônia, Jesus Cristo, Bom Pastor.
Três categorias diferentes:
597 a C 592 a C 587 a c
1ª deportação 2ª deportação 3ª deportação
Quem foi levado para a Babilônia? As lideranças, a elite do Reino do Sul. ( a corte, governantes, profetas, dirigentes, sacerdotes, profissionais liberais). A elite via para o Exílio, são as ovelhas castigadas. Os Extraviados e dispersos, criam um grupo de Judá e fogem para o Egito, entre eles Jeremias.
Estropiados: são os que ficam na Palestina, povo humilde, os bem pobres. Javé promete reunir todas as ovelhas, castigadas extraviadas e estropiadas. Ficaram 49 anos estropiados, voltaram e tomaram posse da terra e houve revolta.
Oséias – Reino do Norte
Miquéias e Isaías- Reino do Sul
São profetas que atuam no pré-exílio. 722 a C, dominado pela assíria: fim do Reino do Norte. 587 a C: dominado pela Babilônia: fim do Reino do Sul. 2 Rs 16,2-3: Reino do Sul., Acaz é o rei no Reino do Sul. Faz referência ao Rei Davi, que fez como Deus queria. Acaz não fez como Davi e sim conforme Israel que é o Reino do Norte. Faz até sacrifício de crianças. É culto aos ídolos.
Is 7,14. Promessa do Messias, Emanuel, Deus conosco. A promessa messiânica é importante. O Reino do Sul : dinastia Davídica. Acaz quebra a dinastia Davídica porque matou seu próprio filho por isso a promessa que Javé faz nascer um menino.
DINASIA: sucessão de Pai para filho no poder. O povo leva o povo a olhar para o futuro, e para aguardar a realização do Reino do Deus.
O projeto de Deus virou monarquia, conta a vontade de Deus, pois os reis exploram, roubam, escravizam..... diante do abuso dos reis, os profetas começam a trabalhar a esperança, esperando um novo rei, como Davi, que foi fiel a Deus. A histórica experiência de Deus que o povo faz desperta a fé e a consciência do povo de Deus. Por isso são nos profetas do Antigo Testamento que os primeiros cristãos buscam a identidade de Jesus( Messias prometido).

JEREMIAS
Jr 20,7-18. Três grandes momentos:
1- Jr 20,7-11: chamado à vocação de Jeremias, sedução, fogo ardente, Javé está a meu lado.
2- Jr 20,11-13: Uns lampejos de confiança, Javé livra das mãos dos malvados.
3- Jr 20,14-18: a grande crise. Denúncia contra a opressão e injustiça, por isso atinge interesses, por isso há perseguição. O importante de todas as missões; há a alegria, dor, esperança, angústia, clareza, trevas ( dúvidas), porque a experiência de Deus nos dá uma certeza: “ eu estou contigo”. Daí eu vou à missão. O profeta pode entrar em crise por que ele é humano. Chamado a Missão: libertar, organizar, de presidir, Anunciar, denunciar, guiar, reprimir, aconselhar.

PERÍODO DURANTE O EXÍLIO ( 587-538) DA BABILÔNIA.
Tudo foi destruído e a elite vai para a Babilônia.
Salmo 137 ( salmo entre os parênteses é a tradução hebraica. Fora dos parênteses é a grega).
1- o que os Babilônicos pedem? A Quem?
Canções, ao povo de Deus, exilados.
2- Há condições de atender o pedido? Não
3- Qual a situação do povo?
Terra estrangeira.
O Salmo 137 ele sintetiza cinqüenta anos de história no exílio da babilônia, que são conseqüência de uma quebra de aliança. Assim como êxodo é fundamental, também o Salmo 137 o é. Ele não é só um novo recomeço. A apartir deste salmo o povo não é mais o mesmo.
No Exílio o povo vai retomar a caminhada. O povo vai olhar para trás e perguntar por que estamos aqui. Faz uma avaliação. Recomeçar a vida e a história.
A páscoa é uma festa pagã ( páscoa não é uma festa cristã) que celebra três coisas. Festa das colheitas, do rebanho e a passagem pelo mar vermelho. Por ocasião da Ressurreição de Jesus o cristianismo ( comunidades cristãs) assumiu a festa da páscoa para celebrar a ressurreição de Jesus. Páscoa é sempre a 3ª lua cheia depois do Natal, ou 1ª lua cheia depois de 20 de março.
O período do Exílio é um período muito rico em presença de Deus. Tempo de crise, de angústia, tempo de incertezas, tempo de dor, é um jeito de olhar para o exílio da Babilônia. O outro jeito de olhar para o mesmo Exílio é de alegria, fé, de memória, vontade de ser fiel, recomeçar, levantar-se. São os estágios da pessoa humana que entra em depressão. Primeiro a crise e depois a saída, esperança.
O Exílio é uma forma de dominar, arrancar da sua terra as suas raízes. Este domínio se dá através de pontos referenciais para a identidade do povo, que são:
a- A TERRA, ser arrancada da sua terra tira a sua identidade.
b- O TEMPLO: ídolos, deuses pagãos.
c- AO CULTO: culto aos Deuses.
d- A LEI: lei messiânica.
e- AS TRADIÇÕES:
Esquece tudo isto porque agora você está em terra estrangeira. Sem identidade não existe. Não é mais gente.
Existe uma reação do povo diante disso:
OS ESCRITOS BÍBLICOS: é o período em que mais se produz ( A T) Gn 1,1-11. Deus criador porque o povo reage. Nestes escritos garante-se o sábado.
CIRCUNCISÃO: marca da aliança de Deus. Símbolo da aliança. São elementos que dão uma nova identidade.
597 – primeira deportação ( 2 Rs 24,8-17) elite.
592- Segunda deportação
587 – terceira deportação definitiva. ( 2 Rs 25,1-21)
Questionário Jr 24,1-10
1- Quem são os figos bons?
Exilados de Judá.
2- Quem são os figos ruins?
Sedecias, rei de Judá, a seus chefes, ao resto de Jerusalém, aos que ficaram no país. Os que tentaram resistência.
3- Qual a promessa para com os figos bons?
Versículos 6 e 7. Lançarei mais olhar sobre eles, para o bem deles: vou traze-los de volta para este país. Vou reestabelecê-los para nunca mais destruí-los, vou plantá-los para nunca mais arrancá-los. Darei a eles um coração....
4- Qual a exigência que Javé faz? ( versículo 7 b)
Se eles se converterem para mim, de todo coração ( abandono dos ídolos)
5- o que Javé fará com os figos ruins? ( versículos 9 e 10)
serão motivo de espanto....
Jeremias começa a trabalhar o ânimo. A exigência da conversão e o abandono da idolatria. Pecado original: é querer ser Deus.
Questionário Jr 27,1-22
1- qual a posição de Jeremias diante da deportação?
Aceitar as ordens dos reis da Babilônia ( vers. 17) para garantir a vida e a cidade não se transformará em ruínas. Diante do grupo de resistência ele disse que eles é pra se submeter.
Período de 590 no Reino do Sul: o reino do sul conseguiu fazer dinastia( R S Jerusalém) o templo. O Reino do Sul ficou com o único povo de Deus. DJeremias fala ao povo do Sul, levando em consideração o que aconteceu no Reino do Norte que foi destruída e o povo foi morto.
Jr 28,1-17: Quais são as diferenças entre verdadeiro e falso profeta?
O verdadeiro profeta é ser cinsero, ser real.
Jr 29,1-32: O que Jeremias Pede? Trabalhem, construam, plantem 70 anos....( v 4-7)
O que Javé promete? D( v 10-14) através do profeta, reunirei os exilados de todas as nações. Vou trazê-los de volta.
Ez 37,1 ( capítulo para animação)
Javé promete restaurar, dar vida, não haverá dois reinos. Reunir os exilados. Javé irá morar no meio do povo




ESTUDO DA LINHA DO TEMPO
Ez 16,
Israel ano de 931 a C não tinha profetas
Foi dividido em; Reino do norte - Israel – Jeroboão fica com 10 tribos;
Reino do sul – Judá – fica com 2 tribos: de Judá e Benjamim
722- Reino do Norte( RN) chega ao fim dominado pelo império Assírio. O R N durou 209 anos
Nação Amiga- que paga impostos e com isso não são dominados. O alvo dos profetas era a infidelidade a Javé. Idolatria.
RS 931 a 587- durou 344 anos de história. 135 anos a mais que o RN e é dominado pelo império da Babilônia por Nabucodonosor.
587 a 349- 49 anos de exílio da Babilônia.
538- Ciro deixa o povo voltar para casa.
Império Grego
63 a C. até 135 d C. Império Romano
Condenação de Jesus Cristo é do império Romano
Ecumenismo- é o diálogo entre religiões cristãs
Diálogo Inter-Religioso- é o diálogo entre todas as religiões.
LER EM CASA- REVISTA VIDA PASTORAL
SONHAR DENOVO
SERVO DE JAVÉ
RECONSTRUINDO O SONHO

PROFECIAS APÓS O EXÍLIO- 538-175
Período de silêncio,( Sl 74, 9), sem profetas
Porquê?- Judá não é país independente
- O povo de Deus, se descobre uma pequena comunidade étnica, perdida no meio de um império multiracional.
- Submetidos a um rei estrangeiro
- O poder distante: surge o comércio e o trabalho escravo. São escravos em sua própria terra.
- Aprisionamento da palavra de Deus ( aT) A bíblia estava na mão dos sacerdotes no templo.
- Para se salvar é só seguir a lei. No novo testamento Paulo diz que a lei não salva, quem salva é Jesus Cristo. Neste período não existem profetas novos mas, não quer dizer que não existiam profecias.
Há profecias:
- O povo animado pelo espírito
- Relê os antigos profetas
- Dimensão profética da lei,( a lei não salva mas lembra) tradição as sabedoria do povo,
- Os escritos( de oposição), Rute, Jó, Jonas, Eclasiastes
- A religiosidade do povo se expressa, em romarias e celebrações populares:
- A fé nos pequenos, acreditar nos pequenos e nos pobres, define-se com movimentos apocalípticos. ( Daniel) – linguajar apocalíptico( fim dos tempos do imperador)
- O povo tem esperança, ( João Batista e Jesus Cristo)
-
PROFETAS PÓS EXÍLIO
AGEU – Ag
Pede urgência na reconstrução do templo, Para garantir a dinastia Davídica e Judá ser independente. Não conseguiu realizar seu sonho.. O profeta Ageu quer que o rei seja Zorobabel.( Ag 1,1-13)

ZACARIAS
O livro se divide em 2 blocos:
1° bloco; Zc 1-8
Ele é profeta contemporâneo de Ageu, vive na mesma época. Ele quer a reorganização de Judá, através do rei, através do culto. Tem visões noturnas.
2° bloco; Zc 9-14
Neste período, durante o período grego, apresenta as características do messias. Um rei pobre, e humilde. Zc 1,1-6

ABDIAS
È o menor livro do AT. 21 versículos. Este oráculo é contra o rei Edom, por que ele se aliou aos inimigos do povo. Ab 1,1-21
Trabalha a reconstrução do templo.

JOEL
Convoca o povo para o jejum de arrependimento diante uma praga de gafanhotos. Jo 1,1-17. Faz um convite para a conversão à Deus. Converter-se é igual “ voltar-se para Deus”. Revela que Deus está voltado para o povo. Deus continua fiel a aliança.

MALAQUIAS
No seu texto responsabiliza as lideranças de Judá pelo caus que o povo se encontra. Há tensões e conflitos entre o povo simples e o sacerdotes oficiais. O povo não quer mais o templo.

JONAS
Quer mostrar que a salvação é Universal

ISAÍAS
IS III 56-66 – Grupo alternativo ( ver revista)
Propõe um projeto alternativo de reconstrução. Eles não só querem a reconstrução do templo mas um novo céu e uma nova terra. Nova proposta de vida.
Propõe a glória do Javé, por todas as nações, alternativa de totalidade e universalidade.
Questionário Is 56,
1- Qual a grande promessa de Javé?
Novo céu e nova terra( Is 56,5) Eu lhes darei na mina casa, dentro de minhas muralhas, um lugar e um nome que valem mais do que filhos e filhas: darei a eles um nome eterno que nunca desaparecerá. Salvação, justiça, libertação, nome eterno, felicidade.
2- Onde ele há de reunir os que aderem?
Na montanha santa, sua casa de oração, em Jerusalém, levarei para casa de oração todos os povos.
3- Qual a exigência de Javé?
Que observe o sábado sem profaná-lo e fiquem firmes na minha aliança, pratiquem a justiça, observem o direito.
O que é Jejum? Is 58,5- O jejum que Deus quer.
Quem pode participar da Assembléia? Dt 23,2-8
Isto é rompido pelo profeta Isaías.
Questionário Is 60
1- O que Jerusalém será?
Brilho, glória, luz, esplendor, orgulho dos séculos, alegria de todas as gerações, reconstruída, luz para outras nações, referencial. Deus é o resplendor ( Jesus Cristo), rei Daví)
2- Como será tratada?
Com riquezas, ouro, prata, bronze, enchida de glória.
3- O que Javé Promete?
Paz, justiça, riqueza...
Questionário Is 61
1- Qual o grande critério e a grande exigência de Javé?
Se o povo quiser ser amado precisa ser justo e honesto. Promessa, ser amado e abençoado.
2- Por que o profeta é enviado?
Para dar a boa notícia aos pobres, curar os corações feridos, para proclamar a libertação dos escravos e por em liberdade os prisioneiros, para promulgar o ano da graça de Javé, o dia da vingança do nosso Deus, e para consolar todos os aflitos de Sião. Is 61,1-2
Is 65,17-25.
- O que Deus irá fazer? Um novo céu e uma nova terra.
Os três passos do profeta: Anúncio, Denúncia e animação.













BÍBLIA IV




EXÍLIO E PÓS- EXÍLIO







PE. LÉO KONZEN





















PERÍODOS DE DOMÍNIO DA PALESTINA


Egito e Icros 2030 – 1200 a C
Etitas 1370- 1336 a C
Assíria 722- a C e conquistaram o Reino do Norte
Babilônia 587 – 537 a C - Exílio
Pérsia 538 – 333 a C
Grécia 333 – 63 a C
Roma 63 a C - 135 d C

Oração para obter sabedoria ( Sb 9)
Sabedoria: é compreender bem a palavra de Deus, tentar ser próximo a Jesus.

LIVROS SAPIENCIAIS
TRABALHO: livro de Jó: criar uma entrevista com Jó e fazê-lo responder
Os nomes ; Livros proféticos ( setenta)
Tradução dos setenta- fora da palestina o povo de Deus não podiam falar a sua língua, fora da sua terra fizeram uma tradução da Bíblia, fizeram uma Lenda, que é uma tradução santa, setenta pessoas em setenta lugares diferentes traduziram ela com igualdade. Tradução do hebraico para o grego com algumas diferenças e acréscimos.
Livros didáticos ( vulgata)
VULGATA: tradução do latim, latim popular, bíblia do povo
Livros Sapienciais ( traduções Católicas)
Escritos ( Ferrreira de Almeida- palestrantes)

ORIGEM DA SABEDORIA
Como nasce um provérbio: a experiência vivida.
A origem: defender e melhorar a vida; grupos de base
Os focos geradores: casa, campo, portão, palácio, templo.
Ler Provérbio 10, 11, 12, 13, 14, 15













LIVRO DOS SALMOS

( Ver polígrafo: livros sapienciais pg 2)
- Liturgia das horas- são orações que os religiosos e padres rezam todos os dias. São fundamentalmente Salmos e são complementados por outras leituras bíblicas. São orações da Igreja que acompanha as horas.
- Ofício Divino das comunidades: é uma liturgia das horas mais populares, também a base das orações são salmos. Os Salmos marcam a vida da igreja que reza. Os salmos surgem na experiência de Deus nas contradições da vida.
No missal e no folheto, é a liturgia do Salmo entre parênteses que é tradução grega. Tradução hebraica <->145 ( 144 ) <-> tradução Grega.
Salmo 146 ( 145), canto n° 69: é um salmo de louvor. Mas com algumas instruções.
Ver qual a experiência de vida. Qual a vida que está na origem deste Salmo.
- Fidelidade, confiança do povo de Deus libertador.
- Confiança em Deus, alegria, vida em abundância.
- Salmo de louvor ( advento ). Jesus libertação dos pobres e oprimidos, excluídos.
Is 35,1-6 a . 10 Ev. Mt 11,2-11 – não confiem em poderosos, eles são frágeis. Após o exílio da Babilônia.

1° domingo do Advento

Salmo 122- povo feliz. Jerusalém cidade Santa, Jerusalém simboliza a Igreja, Jerusalém ficava no alto, a cidade e para todo povo. Nós sermos alicerce que promova a paz, igualdade. Vamos a casa do Senhor.
“ que alegria quando me disseram:
Vamos a casa do Senhor”.

2° domingo do Advento

Salmo 72- em função da autoridade, que liberte, que seja justa, vida digna para todos. O salmo inicia com súplica e oração. Justiça que traga bênção. Autoridade Javé não julga pela aparência mas pela justiça. Convertem-se o reino de Deus, está próximo. Não ter fé teórica e sim em gestos concretos.
“ Nos seus dias a justiça florirá,
a justiça florirá”.

3° domingo do Advento

Salmo 146- “ Vinde, Senhor, vinde, Senhor, Vinde Senhor,
Para Salvar o vosso povo’.

4° domingo do Advento

Salmo 24- Canto n° 25- a presença de Javé e simbolizada pela arca da Aliança. Jesus: Deus conosco: Deus que salva.
“ o rei da glória é o Senhor onipotente
Abri as portas para que ele possa entrar”.

Missa da Noite de Natal

Salmo 96 (95)- Hino a grandeza e realeza de Deus, proclama a sua vitória sobre os ídolos das nações. Função do povo é testemunhar a história, através do louvor e da ação, o Deus vivo que derrota ídolos.
“ Hoje nasceu para nós o Salvador, que é Cristo, o Senhor”.
Missa do Dia
“ Os confins do universo contemplar
A salvação do nosso Deus

CÂNTICO DOS CÂNTICOS

- cântico dos cânticos: o cântico por excelência: o mais belo dos cantos.
- Lido na liturgia pascal pelos Judeus;
- Foi escrito no período pós – exílio.
- Erótica: pode ser digno, sensual, puro e bonito entre as pessoas.
- Pornográfica: Baixaria, falta dignidade.





























QUESTIONÁRIO – LIVRO DE JÓ
1- Qual o tema central do livro de Jó?
A questão mais profunda da religião: a Natureza da relação entre o homem e Deus.

2- Quais são os principais sofrimentos de Jó?
Viver na miséria ( estar embriagado de miséria); reis e governantes construíam túmulos luxuosos para si; nobres possuíam ouro e prata; ver os pobres ser oprimidos e explorados; um regime de trabalho escravo e forçado, para pagar a dívida; ver as famílias perder suas terras e trabalhar de meeiros, arrendatários, assalariados, biscateiros, gente endividada; o povo além de ser pobre, trabalhar, e ser explorado e ainda passar fome; a injustiça social, má distribuição da renda.

3- Quem pode ser comparado com Jó nos dias de Hoje? ( grupos, pessoas)
Líderes sindicais, catequistas, ministros, líderes sem-terra e sem-teto, sacerdotes, defensores dos direitos humanos,

4- De que maneira os amigos de Jó querem ajudar-lhe?
Aconselharam-no para assumir a culpa de que teria pecado e que o seu sofrimento era castigo de Deus. Elifaz fala a Jó que os que cultivam a injustiça e semeia miséria, são esses que colhem. Para ele Jó deve ter cometido algum pecado que chegou até Deus. E diz a Jó: feliz o homem a quem Deus corrige, portanto, não despreze a lição do todo poderoso. Baldad de Suás, também fala desta maneira, e até chama Jó de malfeitor, quando diz: Deus não rejeita o homem íntegro, nem faz aliança com malfeitores. Sofar de Naamat, fala: se você dirigir seu coração a Deus, e para ele estender as mãos, se você afastar de suas mãos a maldade e não hospedar a injustiça em sua tenda, então você poderá levantar o rosto sem mancha e não terá medo nas dificuldades. Portanto, julgam que Jó é um pecador e por isso estaria sofrendo tanto e perdendo os seus bens e animais que era castigo ou vingança de Deus, e que ele carregava uma culpa muito grande junto dele.

5- Em que doutrina estão baseados os argumentos dos amigos de Jó? ( que cabeça tem)
Eles seguem a doutrina da retribuição. Não conseguem ouvir os gritos e os clamores do pobre. A ideologia que eles tem dentro da cabeça fala mais alto. Seus olhos e seu coração estavam fechados. Acreditavam que Deus retribui o bem com o bem e o mal com o mal. Ao justo Deus concede saúde, prosperidade e felicidade; ao injusto, ele castiga com desgraça e sofrimentos.

6- Como Jó reage diante dos esforços do amigo que querem lhe ajudar?
Jó clama por solidariedade: diz que, já não encontra apoio em si mesmo, e todos os recursos me abandonaram. Jó diz aos seus amigos: tornaram-se um nada para mim, pois estão vendo algo terrível e sentem medo.
Jó não quer ajuda material, quer que seus amigos o ajudem a entender o que estava acontecendo. “ Façam-me ver em que errei. Como seria bom ouvir palavras justas!” e ainda, olhem atentamente para mim: Juro que não vou mentir diante de vocês. Voltem atrás e não sejam injustos. Voltem atrás, pois a minha inocência está em jogo.
Jó reage contra o comportamento deles, e diz: até quando vocês continuarão a me afligir e magoar-me com suas palavras? Já por dez vezes me insultaram, e não se envergonham de zombar de mim. Jó implora por piedade e questiona por que seus amigos não para de o perseguir e não se cansam de o torturar.
Jó diz aos seus amigos: eu grito: violência! E ninguém me responde. Peço socorro, e não me fazem justiça. Os desempregados, os sem-terra, os sem teto, os favelados desamparados e miseráveis, por sua aparência são condenados. São injustos, malvados, sofrendo os castigos que a Deus, com toda justiça lhe deu. Faz o contrário do que Deus promete na nova Aliança.

7- Quais são os principais argumentos de Jó na discussão de seus amigos?
O Deus de Jó é um Deus leigo, não é o Deus do Templo, do sacerdócio ou da Lei, é o Deus da Vida. Por isso ele quer que a vida concreta das pessoas, as relações que fazem o seu dia-a-dia, sejam levadas em consideração na teologia, na espiritualidade e na prática pastoral. Para Jó que enxergava e sentia o que acontecia na sociedade, os ricos é que eram os injustos. Para Jó justiça ou injustiça tem a ver com relações concretas que acontecem no cotidiano da sociedade. Jó defende que a miséria e o sofrimento não vem de Deus. Insiste que o sistema da época faz com que algumas pessoas ficam sempre mais ricas e outras sempre mais pobres, exploradas, empobrecidas e escravizadas. Insiste que estes não são vagabundos e preguiçosas, pois trabalham no meio da abundância, mas mesmo assim sofrem muito porque não têm o que comer e o que vestir, e nem onde morar. . Estes processos são controlados pelos poderosos, e isto não vem de Deus e não é Deus que causa este sofrimento.























UMA ENTREVISTA COM O AUTOR DO LIVRO DE JÓ

1- Em que parte do mundo e em que época o Sr. Viveu? Vivi no país chamado de Hus, e escrevi o livro entre os anos 450 a 350 a C. no período pós- exílio, durante a dominação dos persas.
2- O senhor escreveu um livro que hoje faz parte da nossa Bíblia. Apresente-nos, em poucas palavras, esse livro.
Esta história era muito conhecida na Palestina, mas é bem mais antiga que o livro de Jó que tem na Bíblia. A história foi colocada como uma espécie de moldura, e foi dividida em duas partes. Uma foi colocada no início do livro e no final, que também pode se entender como a porta de entrada e a porta de saída do livro. A parte central do livro, que são 40 capítulos, acontecem três rodadas de debate entre Jó e seus visitantes e a intervenção de Deus.
3- O senhor escreveu sozinho todo ele?
Não, tive a ajuda de muitas pessoas que contavam a história de antepassados e outros que viveram a história, e eram pessoas que pensavam como Jó, e aproveitei a idéia destas pessoas e com a experiência que vivi, pude escrever este belo livro.
4- Normalmente, quando se fala de Jó, lembra-se da paciência dele. A paciência é a mensagem central desse livro?
Não, temos dois momentos que Jó se demonstra paciente, que é na porta de entrada e porta de saída do livro. Mas nos 40 capítulos, que formam o núcleo central do livro de Jó, existe uma teologia que não é da paciência e sim, demonstra uma certa rebeldia, revolta e insatisfação, principalmente para com os poderosos, ricos, sacerdotes, grandes fazendeiros, que usavam a fé e a crença religiosa, e enriqueciam sempre mais com o trabalho do povo, que os servia e trabalhava e ainda passava fome.
5- Qual é, então, o tema central dessa obra?
O tema central do livro, é a natureza da relação entra homem e Deus. É um questionamento de um certo modo de pensar que existia, que era a teologia da retribuição, para um novo modo de pensar de justiça social, distribuição de renda, igualdade para todos, direitos iguais, ou seja, uma teologia leiga, feita de fora do templo, a partir da vida cotidiana daqueles que estão sofrendo injustiça todos os dias.
6- O começo e o fim do livro não contradizem a parte central?
Penso que não contradizem, e sim, tentam corrigir as injustiças que a teologia da retribuição estava cometendo no meio do povo. O povo sofrido e pobre sofria sempre mais e era escravizado e injustiçado sempre mais, e os ricos usavam desta teologia para enriquecer. Jó precisava agir para reverter esta situação e tentar ajudar o povo sofrido. Jó defende que a miséria e o sofrimento não vem de Deus e sim, a partir das injustiças dos homens.
7- O sofrimento de Jó estaria representando a situação de uma parte do povo daquele tempo?
Com certeza. Jó não viveu sozinho esta situação de pobreza, de perseguição, de perda de bens e de familiares, Jó fala em nome das pessoas que estavam perdendo suas terras, que enfrentavam julgamentos por dívidas, empréstimos e penhoras, Jó estava entre o grupo de camponeses, que fiéis a aliança, procuravam entreajudar-se comunitariamente. Por isso ele teve que liderar um povo que sofria com os ricos, que usavam da religião, para enriquecer e escravizar a maioria do povo.
8- Os amigos de Jó que discutem com ele também representam grupos daquela época?
Sim, os amigos de Jó representam os poderosos, os sacerdotes e teólogos, os privilegiados, grandes fazendeiros e todos os que defendiam a teologia da retribuição.
9- No fim das contas, parece que os questionamentos de Jó ficam sem resposta. É verdade?
Realmente, os amigos de Jó não reconhecem sua experiência. Jó cansou de ouvir sempre as mesmas respostas de seus amigos. De fato parecia que ele estava falando sozinho. Mas o grito de Jó traz a voz de milhões de pessoas, grito este que sobe dos porões da sociedade. E por fim, Deus vai se manifestar, revelando-se para Jó e desautoriza a Teologia oficial e o Templo, que ficam sem razão para exigir o tributo. Jó é libertado de suas leis, de suas exigências, e isto era uma resposta surpreendente, inesperada de Javé. Jó é levado a conhecer outro rosto de Deus: amor, gratuidade e vida. E assim entender a questão justiça e injustiça de uma forma bem mais abrangente.
10- Olhando para nossa realidade, o Senhor diria que seu livro ainda é atual?
Acredito que sim. Ainda hoje existem muitos que pensam como Jó, que defendem os pobres e oprimidos, mas existem também muitos que hajem e pensam como os amigos de Jó, que tentam abafar todo tipo de grito que surge no meio povo denunciando o que acontece de errado. Também acontece que muitos fazendeiros e grandes empresários, escravizam os seus trabalhadores, obrigando-os a fazer trabalhos desumanos, sem ter a remuneração justa, e ainda querem que estes seja humildes, obedientes, mansos, honestos, limpos, bem comportados, respeitosos e educados, muitas vezes trabalhando no meio da riqueza e passando fome com a sua família. Há também muita violência para com os pobres, moradores de rua, os desempregados, os sem terra e sem teto, que são jogados a beira de estradas ou nas ruas, por que não tem onde morar ou trabalhar para o sustento de suas famílias. Ao mesmo tempo que lutamos para estabelecer a justiça, também devemos nos mobilizar para termos alimentos sem venenos, o ar, os rios, os mares despoluídos, para que as florestas sejam respeitadas, para que a terra receba tratamento adequado e não seja transformado em deserto, para que a camada de ozônio não seja destruída e lutar para que as nossas cidades tenham mais saúde e calor humano, menos injustiça, e não só concretos e asfalto.


















PASTORAL I









FUNDAMENTOS


















– PROF. PE DANILO HERTZ





FUNDAMENTOS DE PASTORAL I

Ez 34,1-22 e Jo 10
1- Qual é a função, missão do Pastor?
Cuidar do rebanho, conduzir(para pastagens, para o abrigo, para fonte), defender, proteger, orientar, ser amigo, resgatar a perdida, fortalecer os fracos, curar, servir
2- O que caracteriza o bom e o verdadeiro pastor?
É o que dá a vida pelos outros na, dedicação, amor, carinho, respeito, solidariedade, conhecimento, justo, honesto.
3- O que caracteriza o falso pastor?
Cuidam de si mesmos em vez de cuidar do povo, trabalham por dinheiro, abandona, egoísta, autoritário, tira proveito, corrupto.
4- Quais as características que o povo sofre pela ação dos maus pastores? Escravidão, exploração, entregando-os aos inimigos, abandono, insegurança, opressão, fome, miséria, humilhação.
5- Qual é o sonho de Deus que o agente de pastoral deve procurar realizar? Lutar por um mundo melhor de justiça, paz, vida digna e abundante para todos. Unir a comunidade em torno de um projeto de Jesus Cristo, resgate, dignidade.
6- Quais as marcas características deste sonho de deus? Liberdade, paz, justiça, perdão, amor, partilha, união, compreensão.
Pastoral, vem de Pastor. Só podemos falar de pastor se tem rebanho. Não existe agente sem comunidade.
As ovelhas conhecem a voz do seu pastor e o seguem. A comunidade conhece o seu líder, a sua voz e o seguem. O líder conhece as pessoas da comunidade. O pastor vai a frente, conduz para as pastagens, abrigo, e fontes. Para isto, o pastor para levá-los para as melhores pastagens, deve saber onde estão. O pastor faz o caminho que as ovelhas conseguem percorrer.
Assim como não existe pastor sem rebanho, não haverá ação pastoral sem que haja um agente agindo em nome da igreja, em nome da comunidade.
Agente- é aquele que exerce alguma ação que produz efeito, é o que assume funções em nome da igreja por uma comunidade, não podemos analisar a ação do agente de forma isolada sem a relação com a comunidade; nem a comunidade sem a relação com seus agentes.
O pastor e as ovelhas são necessárias para haver pastoreio. A ação pastoral não pode favorecer apenas um polo. Ela deve ser um elo de união e ligação entre os dois.
Dar a vida por suas ovelhas, quer dizer que a gente se doa por inteiro para a comunidade. Fizemos pastoral para cumprir o mandato de Jesus “ide e ensinai a todos os povos”. Assumimos a cruz de cristo, do nosso batismo, traçado em nossa cabeça e que nunca mais vai sair.
Só se consegue ser cristão em comunidade e não sozinho. Todo batizado participa do triplo munus.
Profético ( evangelizado) Litúrgico ( sacerdote) Comunidade ( régio) Mc 16,14-20 e dMt 28,18-20.
Não basta acreditar em Jesus mas devemos ter a fé em Jesus. Devemos à partir da fé de Jesus, devemos descobrir as ações e o caminho.
Teologia Pastoral : - Pastoral Fundamental
- Pastoral Especial
As 4 exigências da Evangelização: Serviço; diálogo; anúncio; testemunho de Comunhão.
Projeto de Deus: que todos tenham vida plena ( em abundância).
Deus não olha tanto nas falhas e sim no nosso empenho que nós temos para fazer o bem e prestar serviço. Onde alguém pratica o bem Deus está presente e lá acontece a Salvação. A Igreja é mediadora entre nós e Deus.
IMANENTE- é o que nós vivemos, a nossa realidade aqui presente.
TRANSCENDENTE- é o que nos leva ao além.
PASTORAL FUNDAMENTAL: olha para os critérios e a dinâmica.
PASTORAL ESPECIAL: se ocupa primeiramente a palavra de Deus. Fé ( catequese), esperança, caridade ( serviço cristão).
A pastoral essencialmente se ocupa nestas três dimensões ( fé esperança e caridade)
CONVERSÃO: aderir a Jesus Cristo, largar os ídolos e aderir a Jesus Cristo. Este anúncio se torna salvação. A fé nos leva a salvação, assumindo para a pessoa.
EVANGELIZAÇÃO: processo continuado e permanente. A Igreja começou com a festa de Pentecostes ( vinda do Espírito Santo), quando os discípulos saíram e começaram a pregar que Cristo Ressuscitou.
TRIDIMENSIONAL: Toda revelação de Deus nos foi revelada em Jesus Cristo: Revelação, presente, abrir horizontes.
HERMENEUTICA: traduzir o texto Bíblico para os dias de hoje. Reconstituindo esperança.
Igreja como comunidade de Caridade: Amor.

ORGANIZAÇÃO PASTORAL
Somos pessoas de fé: creio na Igreja, ou creio de dentro desta igreja, creio enquanto nós somos Igreja.
Programa de vida de Jesus ( Lc, 4-22 e Mt 5,1ss )
Jesus assume o que a lei quer e deve ser.... expressão de vontade de Deus e de seu reino ( Mt 5,17-20).
Conhecer Jesus, a nova justiça. Os mandamentos. ( Mt 5,20-48 )
Oração: Jesus é alguém que reza ( Mt 6,5-18)
Opção fundamental de |Jesus ( Mt 6,24)
O discípulo autêntico que quer fazer a vontade de Deus ( Mt 7,21-27)
Pela fé chegamos a conhecer Jesus a partir do ponto de partida.
A missão dos doze apóstolos ( Mt 10,1-16 e Mc 6,6-13)
A missão dos 72 ( Lc 10,1-20 )
Continuar a missão de Jesus ( Mt 28,16-20 e Mc 16,15-18)
Objetivo da comunidade: - dar a conhecer Deus e Concretizar o amor de Deus. Ser sinal e sacramento de Deus. O que caracteriza uma comunidade cristã e a fé, esperança e caridade.
Ver estatuto Paroquial 11, 12, 13, 14.
Pessoa, comunidade, paróquia ( ver 54.6)
Igreja particular, Igreja completa não dependemos mais nada para ser Igreja.
Igrejas irmãs – Santo Ângelo <- > Marabá.
Paróquia: por uma organização, várias paróquias próximas forma a forania, a nível de Diocese.
Pároco: titular da Paróquia.
Vigário Paroquial: o que mora, atua na Paróquia, não precisa de auto organização.
Forania: Cerro Largo, São Pedro do Butiá, São Paulo das Missões, Roque Gonzales, Porto Xavier e Guarani das Missões.
Casamento, batizados, padre de outra paróquia somente pode fazer com autorização do pároco Titular.
Ministro desta comunidade de uma determinada comunidade
Conjunto maior de paróquias forma a Diocese, forma uma Igreja Particulas, para ser plenamente igreja, precisa de um Bispo ( art 3° ). Nossa diocese tem 39 paróquias, 1030 comunidades.
- pessoa, comunidade, paróquia, diocese, regionais, CNBB.
A Igreja do Brasil foi dividida em muitas regionais. RS- Regional Sul 3. São Paulo, Regional Sul 1.
Comunidade se cria, setores de pastoral, liturgia. Pastoral da Criança, saúde, pastoral Carcerária, pastoral vocacional, catequese, pastoral do Dízimo, respondem por setores específicos.
SERVIÇO OU MINISTÉRIOS:
- ministro da Palavra e da Eucaristia
- Ministro do Batismo
- Ministro Assistente de Matrimônio.
- Ministro assistente de doentes e idosos.
- Ministro da acolhida e visitação.
Movimentos eclesiais- Schenstat, cursilho, apostolado, carismáticos
Trabalhar todos estes movimentos através do Conselho de Pastoral ( ver 38-41)
Setor administrativo ( art 38-39)
A assembléia da comunidade está acima do Conselho de Pastoral.

PLANEJAMENTO PASTORAL concílio Vaticano II
O que dizes de você mesmo Igreja? Lumen Gentium, (luz dos povos), trabalhava as questões internas da Igreja.
A imagem ( conceitos ) – Igreja é o povo de Deus
- Corpo místico de Cristo.
Povo de Deus não existe só no templo, ele tem sua vida fora, no mundo.
Gaudium et spes: trata da relação da Igreja com o mundo. As alegrias, esperanças, preocupações, angústias do povo ( homem) de hoje são as alegrias, esperanças preocupações e angústias da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Daí surge a necessidade de fazer um planejamento Pastoral.
1962 – Plano de Emergência: antes do Concílio Vaticano II.
Reforma Paroquial
Reforma Presbiterial
Reforma educandária
Pastoral de conjunto.
1962 – 1965 : Concílio Vaticano II
1966: Plano Partoral Quinquenal - CNBB.
Primeiro plano pastoral de conjunto. Meios para que a Igreja do Brasil pudesse se adaptar o mais rápido possível ao Concílio Vaticano II na nossa realidade Brasileira. Elaborou diretrizes, seis linhas de trabalho.
- promoção da Unidade da Igreja no Brasil
- Promoção da Ação Missionária
- Promoção catequética
- Promoção da Ação litúrgica
- Promoção ecumênica.
- Promoção da melhor inserção do povo de Deus a construção de um mundo melhor.
A diocese de Santo Ângelo foi a primeira diocese a elaborar o seu plano diocesano de Pastoral, que vigorou em 1968. É o plano de pastoral da Igreja Particular da diocese de Santo Ângelo, fruto de trabalho em equipe para corresponder a realidade da diocese de Santo Ângelo.
1971-1972. aparece o método ver- julgar- agir. ( avaliar e celebrar.
VER: a realidade onde estamos inceridos
JULGAR: confrontar a realidade com a proposta de Deus.
AGIR: o que devemos fazer?
Quais as “idéias chaves” que aparecem nos planos de pastorais que já tivemos? Os eixos dos planos de Pastolal? Comunidade ( fé culto e caridade ) evangelização conhecer, meditar- rezar, viver e anunciar. Opção preferencial pelos pobres e marginalizados ( construção do Reino ) Formação de lideranças- consciência ( fora da Igreja, sociedade e Dentro da Igreja). Testemunho: missionariedade e Participação. Acolhida ( pessoas e famílias).
Diácono: é alguém que vai ao encontro dos necessitados e excluídos. É o que faz caridade com os mais pobres.
Apostola: Perspectivas Pastorais.
- levar o anúncio de Cristo às pessoas;
- levar a sério a necessidade de tratar as pessoas como pessoas, valorizando seus dons.
- Repensar a vivência da fé cristã, assumindo a experiência pessoal como fundamental.
- A comunidade eclesial ( Igreja) mostrar e viver o amor ilimitado, incondicional, de Deus para com todos.
- Importância da prática da acolhida em todos os setores e nos sacramentos ( não pelo ter e sim pelo ser).
- Considerar a diversidade de crenças.
- Exige-se de pessoas que sempre participam a mesma medida dos que nunca participam.
- Contribuição da Igreja na educação das novas gerações.































COMUNIDADE
NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO
TAIPÃO FRENTE – SÃO PEDRO DO BUTIÁ –RS














PLANO DE AÇÃO EVANGELIZADORA













Nome: Viro Limberger
Prof: Danilo Hertz
Curso: Teologia Pastoral




PLANO DE PASTORAL
COM. NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO- Taipão Frente
Paróquia São Pedro Apóstolo- São Pedro do Butiá- RS


OBJETIVO GERAL

Viver a fé cristã em nossa comunidade voltada a acolhida das pessoas e famílias, e comprometidas na construção de uma comunidade mais justa e solidária entre as pessoas e as famílias, na esperança do Reino definitivo


EIXOS E PRIORIDADES
1- Pessoa- acolhida e visitação
2- Família –Pastoral Familiar
3- Comunidade- renovação da comunidade
4- Sociedade- defesa e promoção da vida
.
1- PESSOA- Acolhida e visitação
Metas:
- Acolher as pessoas para que se sintam bem na comunidade
- Visitar as pessoas, de modo especial os doentes, e as famílias
- Ir ao encontro das pessoas afastadas da comunidade
- Envolver as pessoas em serviços da comunidade
- Motivar as pessoas a participar mais das celebrações, criando maior clima de oração e espiritualidade.
Meios:
- criar uma equipe de visitação
- celebrações mais participativas, vibrantes e orantes
- intensificar e melhorar o dízimo
- disponibilizar recursos financeiros da comunidade para as pessoas que queiram participar de cursos, palestras, encontros de formação.

2-FAMÍLIA- pastoral familiar
Metas:
- valorizar a família como um todo, nas celebrações, encontros e recreações
- fazer com que as famílias entendam que todos são membros da comunidade e portanto tem direitos e deveres iguais.
Meios:
- celebração da semana da família ( agosto)
- incentivar a vivência religiosa na família
- envolver toda a família na catequese
- incentivar a participação dos encontros dos grupos de família
- apoiar visitas entre as famílias da comunidade.

3- COMUNIDADE- renovação das comunidades.
Metas:
- Melhorar e conscientizar todas as famílias a participar da pastoral do Dízimo;
- Cultivar na comunidade a participação alegre, a fraternidade e a acolhida;
- Comprometer as pessoas da comunidade com a promoção da justiça e solidariedade;
- Envolver todas as pessoas na catequese da comunidade;
- Custear cursos de formação para lideranças;
- Colaborar com a paróquia em todos os programas e eventos;
Meios:
- Melhorar e convidar a todos a participar das celebrações do dízimo;
- Envolver o máximo de pessoas nos serviços da comunidade
- Descentralizar os serviços da comunidade;
- Apoiar todos os movimentos religiosos e sociais que possam ser úteis no dia a dia das famílias;

4- SOCIEDADE- defesa e promoção da vida
Metas:
- Apoiar projetos alternativos para a agricultura famílias;
- Incentivar as pessoas a participar de cursos e dias de campo para melhorar sempre mais a propriedade rural e com isso ter melhores condições de vida;
- Contribuir para o comportamento ético nas campanhas eleitorais, combatendo a corrupção eleitoral, tanto dos candidatos como dos eleitores;
- educar para a consciência crítica frente aos MCS;
- incentivar a todos, principalmente os jovens e crianças a estudar para que tenham melhores condições para disputar no mercado de trabalho, tanto no campo como na cidade;
- ajudar na criação de grupos associativos ou pequenas cooperativas de trabalho e de máquinas e implementos;
Meios:
- divulgar subsídios existentes sobre a formação política;
- apoiar projetos alternativos, na agricultura familiar, criando associações, cooperativas, programas de saúde alternativa, projetos de geração de trabalho e renda;
- apoiar as pessoas a participar de cursos, palestras, encontros de formação.


1- VER: O que está acontecendo de novo, diferente, como estamos percebendo a nossa realidade social, econômica, política, cultural e religiosa em nossa comunidade?

Campo econômico
Somos uma comunidade pequena, com 60 famílias. Vemos várias famílias diferentes economicamente, a grande maioria de mini e pequenos produtores rurais. Algumas famílias tentam acompanhar as tecnologias no setor leiteiro, na criação de suínos e na plantação de alfafa, e estas conseguem se sustentar bem e com um crescimento razoável. Algumas famílias não conseguem acompanhar em nada a tecnologia e as mudanças que ocorrem no setor agrícola, e por isso empobrecem cada vez mais, sendo assim, muitas vezes são mão-de-obra barata para os que acompanham a tecnologia. Nota-se um leve desânimo por parte dos produtores, pela frustração da safra de soja e pelos baixos preços dos produtos agrícolas. As famílias são pequenas, e na grande maioria são pessoas de idade morando juntos com um casal de filhos e netos.

Campo político
Com o fim das eleições, vemos um otimismo em relação a política, com a manutenção dos administradores, o povo confiou e confia na continuidade dos projetos iniciados anteriormente, com expectativa de avanços, com projetos que possam melhorar a pequena propriedade rural, com o fundo de desenvolvimento sócio econômico, sendo cada vez mais usado pelos agricultores para melhorar a sua propriedade de modo especial no setor leiteiro.
Com o fim das eleições, vemos também alguns aspectos negativos, sendo que a grande maioria dos eleitos, faz promessas escandalosas e compra de votos, e o povo viciado em vender o seu voto, procurou tirar proveito desta situação. E muitas pessoas, se isolam da comunidade, por motivos eleitorais. Por outro lado, vemos que não houve tantas brigas e desuniões entre famílias e vizinhos por causa da política.

Campo social
Todos os moradores de nossa comunidade tem luz elétrica, água potável, saneamento básico. Isto traz benefícios muito grandes na questão da saúde e do bem estar social, conforto para todos.
Há oportunidade da 3ª idade se encontrar, com saúde preventiva ( pastoral da saúde) e curativa, com acompanhamento médico. Precisa-se lutar para que as raízes e culturas dos antepassados sejam preservadas, pois sem escola na comunidade, as crianças e os jovens esquecem desta cultura.
O êxodo rural diminuiu muito, chegando a quase zero, pois há programas de compra de terras, por parte dos governos estadual e federal, com investimentos na infra estrutura, com programas municipais que ajudam a manter as famílias no campo.
A participação das famílias na comunidade e sociedade ainda é pequena, pois não há muita oportunidade de diversão, com isso há uma dificuldade de entrosamento e integração com as outras comunidades.
Os Meios de comunicação social escravizaram mentes e criaram um comodismo, as pessoas não procuram se integrar, e se divertir em grupos, com isso perdem as raízes culturais e religiosas.

Campo religioso
As celebrações são alegres, vibrantes e participativas, com a participação dos diversos setores, como: Pastoral da criança, saúde, Apostolado da Oração, Catequese, Pastoral do Dízimo, ministros, Conselho administrativo.
Ainda há muitas famílias que não conseguem aceitar a caminhada da igreja-comunidade-sociedade ( fé X vida).
Para muitas famílias, Deus está em segundo plano, sendo mais valorizado a diversão e o trabalho aos domingos.
A pastoral do dízimo tem um ótimo trabalho desde a sua implantação, sendo que, ainda há muitas famílias que não aceitam o dízimo.
Os interesses pessoais ainda estão acima dos interesses da comunidade.
A catequese não consegue despertar a adesão profunda a Jesus Cristo e à comunidade. Alguns participam da catequese como obrigação e não tem o apoio dos familiares.
A comunidade é pequena, por isso, há dificuldades em achar novas lideranças, sobrecarregando as que tem, para muitos setores da comunidade.

2-JULGAR: Se Jesus vivesse dentro dessa nossa realidade, o que ele iria fazer e dizer?
- Jesus iria propor, uma justa distribuição de terras, de bens, de trabalho e renda, com justiça e honestidade.
- Jesus apoiaria, uma participação de todos na política, sem compra de votos e sem promessas abusivas, respeitando a liberdade política de todos.
- Jesus apoiaria o uso da tecnologia em benefício de todas as famílias, desde que preserve a natureza e a água ( rios e açudes), sem jogar lixo, com isso criando uma consciência ecológica;
- Jesus iria propor que dada morador tenha a sua tarefa na comunidade com isso, a comunidade como um todo, participa da solução dos problemas que surgem, e as pessoas aprendem a ser disponíveis;
- Jesus iria propor que as pessoas dêem valor aos seus bens materiais, e não se esqueçam de retribuir a Deus o que pertence a Deus, participando da Pastoral do Dízimo;
- Jesus pediria que as pessoas se convertam, superando o seu egoísmo, comodismo, e praticando a solidariedade e o perdão;
- Jesus denunciaria a diferença entre ricos e os pobres, a corrupção de modo especial a política ( compra de votos);
- Jesus condenaria o egoísmo, comodismo, individualismo, o pouco valor que as pessoas dão a sua fé e participação comunitária, o pouco respeito ao domingo, dia do senhor, abuso e irresponsabilidade contra a natureza;
- Jesus valorizaria as coisas boas que existem na comunidade, apontaria os avanços e participaria deles, participaria das celebrações dominicais e participaria das diversões no clube, e de festas familiares;
- Jesus seria uma presença constante de amizade e solidariedade, e iria ao encontro do povo para conhecer a realidade e a necessidade de cada um, e iria ao encontro de todos os afastados da comunidade;
- Jesus ensinaria a todos a viver e participar mais em comunidade, de modo especial os jovens e as crianças;
- Jesus tentaria organizar mais grupos associativos e apoiaria os já existentes;
- Jesus formaria bons políticos e bons eleitores, voltados para os interesses da comunidade, e condenaria os políticos interesseiros, e a compra de votos nas eleições;
- Jesus aplaudiria o empenho das pastorais da saúde e da criança, rezava com o Apostolado da Oração, participaria da catequese e celebrações, ajudaria o conselho administrativo a organizar com justiça os bens da comunidade, ajudaria os ministros e grupo de liturgia a preparar celebrações vibrantes e participativas, apoiaria e ajudava as pessoas que procurem formação religiosa fora da comunidade;

3- AGIR- O que nossa comunidade deve fazer nos próximos anos?
- Formar mais e boas lideranças;
- Melhorar sempre mais a catequese;
- Animar os jovens para despertar boas vocações;
- Valorizar e incentivar a pastoral da criança e da saúde, Apostolado da Oração, 3ª idade;
- Convocar todas as pessoas a ajudar nas tarefas da comunidade;
- Incentivar os grupos de jovens e grupos de família;
- Incentivar e melhorar a pastoral do dízimo;
- Melhorar sempre mais as celebrações e envolver crianças, jovens, casais, idosos;
- Incentivar e valorizar o trabalho dos leigos, repartindo com eles as decisões da comunidade, por meio do Conselho de Pastoral;
- Convidar todas as famílias a participar das celebrações, principalmente as afastadas;






























CONJUNTURA ( REALIDADE BRASILEIRA)
PROF: SANDRA DE FREITAS

ANÁLISE POSITIVISTA



Em nosso município, existem poucas oportunidades de empregos, por ter poucas empresas, as que tem são de pequeno porte. A maioria dos empregos são de funcionários públicos, municipais e estaduais, aproximados 35 %, seguido pela agricultura que emprega algumas famílias na criação de suínos, aproximados 26,5%, as empresas empregam o terceiro maior número de pessoas, 23,5 % e por último o comércio local com 15 % dos empregos diretos. Há muitas pessoas desempregadas, vivendo de bicos, diaristas e alguns autônomos, como pedreiros.



ANÁLISE HISTÓRICO CRÍTICO


A situação começou a se agravar com a chegada da mecanização na agricultura, as máquinas substituem o homem( anos 70). O êxodo rural foi inevitável, e com as famílias numerosas, as pessoas começaram a procurar sempre mais alternativas nas cidades, procurando os grandes centros. A situação na agricultura é de poucas e pequenas famílias A maioria das famílias residentes nas pequenas propriedades, é de um casal de pessoas de idade, morando com um casal, com seus filhos. As empresas grandes não vem se instalar na região por falta de incentivos e quanto mais perto dos grandes centros mais economia eles tem com o transporte da matéria prima e industrializada. Por isso, os jovens que tem um grau de escolaridade maior, procuram ir para estes lugares, a procura de empregos e trabalho.
Quando ocorreu a emancipação de nosso município, 85% dos empregos estavam no meio rural. Com a emancipação, os empregos na cidade aumentaram, nas escolas, na Prefeitura Municipal, surgiram mais pontos comerciais, instalou-se a área industrial, onde dois anos a empresa que lá se instalar, tem incentivos por parte do município,
Na agricultura tenta-se segurar e pequena porcentagem de jovens e famílias que ainda restam, com programas de incentivos, como banco da terra, CAF, e outros. Há uma propaganda muito forte nos meios de comunicação, chamando as pessoas a morarem na cidade, que lá é mais bonito, fácil, cômodo etc... e quando estão lá, se dão em conta que não é exatamente isso que acontece. Muitas vezes a decepção acontece e daí é tarde para voltar atrás.
Se continuar assim, a zona rural esvazia sempre mais e as cidades incham de gente, a procura de trabalho, e quanto mais estuda, melhores condições de vida tem, e os que vem do interior não tem estudo e são excluídos sempre mais
Precisa-se conscientizar as pessoas a procurar saídas, procurando alternativas de micro empresas na cidade e agro indústrias no interior. Com projetos alternativos capazes de segurar o homem no campo, conseguimos gerar renda para as famílias e os municípios arrecadam mais e o nível de vida
das pessoas há de melhorar.




























L I T U R G I A I






INTRODUÇÃO E FUNDAMENTOS









PE. JOÃO ALOISIO KONZEN


LITURGIA I – INTRODUÇÃO E FUNDAMENTOS - PE. JOÃO KONZEN.


Deus enviou seu filho ao mundo para ser mestre e salvador, amigo, testemunho do amor de Deus. Durante a sua vida pública, Jesus fez: Anúncio; curando doentes; morte na cruz e ressurreição.
Depois de subir ao céu, uma verdade fundamental, ele não deixou de ser um amigo, mestre, salvador atuante na humanidade.
“Eu volto para o pai mas não os deixarei órfãos”. Cristo está realmente presente, mesmo de forma misteriosa.
Ter fé cristã, ( acreditar na sua mente) é viver, sentir, fazer experiência, que nós temos uma relação presente e pessoal com Jesus Cristo. Cristo está vivo e presente comigo, como amigo.
Na parábola do filho pródigo, o coração de pai que se traz presente no texto, é de um pai amigo, acolhedor, quem perdoa, misericordioso. Eu tenho Cristo como amigo, mestre, salvador. JESUS NÃO É UMA LEMBRANÇA, ELE É UMA PRESENÇA. Ele está comigo, em minha família, comunidade. Queremos que Jesus se sinta bem em nossa casa. Cristo é uma presença atuante em minha vida, família e comunidade, ( amigo, mestre e salvador), de modo especial na liturgia.
Presença viva, real e atuante de Cristo se dá na ação evangelizadora. O concílio Vaticano II, sugere fomentar a via cristã entre os fiéis. Fé cristã é fazer a experiência de Deus na nossa vida. Renovar a vida cristã.
Homem- totalidade- corporal e espiritual.
Viver cristãmente é passar da idéia de obrigações para a idéia de bondade, amor, compaixão, misericordioso. Ser cristão, ir para a igreja, nos faz sentir bem,
O que pode ser mudado em nossa Igreja? UNIÃO dos que acreditam em Cristo; Assumir sua consciência MISSIONÁRIA.
A obra salvadora de Cristo continua na Igreja. A presença de Cristo, na missa, pelo padre ou ministro, se faz na Eucaristia( pão e vinho, sinais eucarísticos), pela força dos sacramentos, pela sua palavra ( sagrada Escritura), na oração e canto dos salmos( comunidade reunida).
Liturgia é uma ação sensível.
Componentes: ação, sinais, envolvimento, comunidade, ação litúrgica é algo comunitário.
Sacramento: sinal sensível da presença de Deus, tornar novamente presente.

MÍSTICA DOS SINAIS: Na missa temos dois sinais da presença de Cristo. LITURGIA DA PALAVRA ( mesa) e LITURGIA EUCARÍSTICA( mesa). A Bíblia é um dos grandes sinais litúrgicos da missa. Hoje ele fala para nós por meio da Bíblia, o que ele falou ao povo naquela época. Por isso é importante ter um bonito livro da Bíblia ou lecionário.
Ler o Evangelho, e no final beijar a Bíblia, como sinal de veneração.
Procissão da Bíblia: uma procissão no início da missa: cruz, velas, Bíblia ( levar aberta e colocar no local), flores, padre, ministro, coroinha e equipe de liturgia.
Procissão das ofertas só no ofertório.
Não enfeitar demais a Bíblia. A Bíblia por si tem esta beleza. Os símbolos não precisam ter luxo, mas capricho. A ornamentação do altar não ser exagerada, flor, vela e sem lixo.
Atos litúrgicos são maneiras de Cristo estar presente na liturgia, Na liturgia, não deve ter atropelos, não sobrepor uma coisa sobre a outra. Compenetrar-se naquilo que vai fazer na liturgia, ter consciência de que está fazendo algo em nome de Cristo para o Cristo, em favor do povo.
Símbolos da liturgia, no começo. Ofertas, o essencial, o pão e vinho e outros. Hóstias em bandejas, ter vasilha diferente para hóstia, com tampa. A hóstia do padre junto com as do povo.
Consagração, profundo silêncio, refrão ou aclamação, só após a consagração do vinho.
JESUS É AMIGO, MESTRE E SENHOR ( SALVADOR)
Cristo se faz presente na comunidade, e daí acontece a Santidade na comunidade, e a salvação acontece não só para cada um em particular e sim a comunidade como um todo.
Fazer uma boa liturgia na comunidade, pois ela representa setenta por cento do trabalho pastoral na comunidade. Liturgia é a presença viva de Jesus. O nosso trabalho tem como meta, direcionar o povo para uma boa liturgia.
A celebração deve ser preparada bem antes da celebração. Ver as leituras, quem as faz, acrescentar alguma prece, olhar o comentário, adaptá-lo. Se preparar, para sermos instrumentos de Cristo na liturgia, rezar antes para que o Espírito Santo nos ilumine para fazer uma boa liturgia. Pedir para que Jesus nos ajude a ficar compenetrados, para ficar concentrados na liturgia e fazer isto em nome de Jesus.
Eu sou instrumento de Jesus, para a celebração. Ver que valor tem as normas de celebração que vem, e adaptá-los para a celebração da comunidade.

LITURGIA DA MISSA
A estrutura e elementos da missa tem duas partes:
1- a liturgia da palavra
2- a liturgia eucarística.
A reunião para a liturgia é chamada de Assembléia Litúrgica da comunidade. Na assembléia tem: Abertura e ata ( ritos iniciais); ordem do dia( liturgia da palavra de eucarística) conclusão ( ritos finais)

RITOS INICIAIS
( Antes dos ritos iniciais, cantar um canto de recolhimento ou tocar um CD, para colocar ambientação).
Os ritos iniciais tem duas finalidades ou objetivos:
- fazer com que os fiéis reunidos em assembléia constituem uma comunhão, e se dispõe a ouvir a palavra. O padre celebra com o povo a liturgia, oração para com todos. Entrosar-se com todos. Criar um clima de comunhão. O canto inicial, cria comunhão. As pessoas ainda guardam o modelo de antes de 1964(concílio Vaticano II). Se espalham muito dentro da Igreja. O primeiro círculo de comunhão é a família, e a família deveria programar em casa, como será a sua participação da celebração, ver quem vai, e quem não vai, o que irá participar da celebração em nome da família, levar as intenções, agradecer a Deus, dízimo, levar a oferta pela família.
- criar clima de oração( recolhimento), dispor-se em sintonia com a comunhão. Celebrar dignamente a eucaristia.

ELEMENTOS DOS RITOS INICIAIS
COMENTÁRIOS- não faz parte do esquema inicial. É uma preparação e motivação para a celebração.
CANTO DE ENTRADA- E PROCISSÃO- na procissão de entrada, levar a cruz processional, leitor que leva a Bíblia, (não se faz duas procissões para a Bíblia), ao lado da Bíblia duas velas, ou uma vela e um vaso de flores, dirigente da celebração, (padre ou ministro) coroinha, equipe de celebração, e ou algum destaque da celebração. Durante a procissão o canto de entrada. A finalidade deste canto é de abrir a celebração e promover a união da Assembléia. Neste caso cantar um canto mais conhecido, que todos participem e criem um clima de comunhão. O canto de entrada também deve introduzir o mistério da festa e do tempo litúrgico, deve anunciar o tempo litúrgico, se possível acompanhar a procissão.

CANTOS: ( fórmulas, cantos e leituras) existem dois tipos de cantos na liturgia.
CANTOS DE 1ª CLASSE: são os cantos de acompanhamento, que acompanham outro rito: procissão ( ofertório, entrada e comunhão e cordeiro de Deus). O cordeiro de Deus é uma oração ou canto que tem a responsabilidade do povo, este canto preenche o vazio da procissão da fração do pão. Os cantos de acompanhamento só preenchem o espaço.
CANTOS DE 2ª CLASSE- Cantos que constituem o rito ou ato independente. Cantos que tem sentido autônomo, sentido por si mesmo. Forma uma totalidade. Canta-se o canto todo. São os cantos do glória, salmo de meditação, aclamação, santo, anamnése ( memória), canto após a comunhão.
Após a comunhão, faz-se um momento de silêncio e oração pessoal, e canta-se um canto ou mensagem ou oração. Tentar assimilar a minha comunhão com Cristo, daí complementar a oração com um canto de pós comunhão, ou seja um canto de oração.
Quebrar um pedacinho da hóstia e colocar no vinho, significa e simboliza a união das várias igrejas de Roma, o Papa dava um pedacinho para cada bispo ou padre e eles levavam para sua Paróquia e ou diocese e colocavam no cálice com vinho na celebração.
Somos uma comunidade que está em união com todos os cristãos e comunidades cristãs do mundo inteiro. A EUCARISTIA, consagrada pelo Padre, estamos em comunhão com a Paróquia, diocese, Roma( Papa), e não isolados.
Na comunhão, manifestamos a unidade com Cristo e entre os irmãos. Expressa a doação da própria vida no engajamento pela causa da justiça até a partilha do mesmo destino de Cristo.


LITURGIA I – Introdução e fundamentos
Deus enviou seu filho ao mundo para ser mestre e salvador, amigo, testemunha do amor de Deus.
Os principais atos de Jesus Cristo na terra são o anúncio, cura de doentes, a morte na cruz e a ressurreição. Depois que subiu ao céu, não deixou de ser amigo, mestre e salvador atuante na humanidade. Ele está realmente presente, mesmo de forma misteriosa.
Ter fé cristã, é viver, sentir, fazer experiência, e nós termos uma relação presente e pessoal com Jesus Cristo. Cristo está vivo e presente comigo e está presente em todos os lugares onde estou, na comunidade, de modo especial na liturgia, na família, nos trabalhos, no lazer e ele é amigo, mestre e salvador. Jesus não é uma lembrança, ele é uma presença.
Viver a fé cristã é fazer a experiência de Deus na nossa vida, por isso, devemos deixar a idéia de obrigações e ter presente a idéia de bondade, amor compaixão, misericórdia na nossa vivência comunitária. Ser cristão não é ir para a igreja por obrigação, mas ir a igreja por que isto nos faz sentir bem.
A obra salvadora de Cristo continua na Igreja. Cristo se torna mais presente nas celebrações no momento da Eucaristia ( mesa eucarística), por sua força nos sacramentos, pela sua palavra ( sagrada escritura), quando rezamos e cantamos salmos ( comunidade reunida).
Na liturgia, devemos nos compenetrar naquilo que vamos fazer, ter consciência de que estamos fazendo algo em nome de Cristo, para o Cristo em favor do povo.
A Bíblia é um dos grandes sinais litúrgicos da missa. Ela fala para nós hoje, o que Ele falou ao povo daquela época. Por isso a Bíblia deve ter um lugar de destaque nas celebrações. Não precisa ser muito enfeitada, pois ela tem por si uma beleza muito grande. Basta ter um capricho na apresentação da Bíblia e dos outros símbolos apresentados na celebração.
Cristo se faz presente na comunidade e daí acontece a santidade na comunidade. A salvação não acontece para cada um em particular e sim a comunidade como um todo. Por isso devemos ter uma preocupação muito grande de fazer uma boa liturgia e bem preparada na comunidade. Devemos nos preparar bem antes da celebração, pois somos instrumentos de Cristo na liturgia. Como grupo de liturgia, devemos rezar e pedir a força do Espírito Santo, para que nos ilumine e que possamos fazer uma boa liturgia, compenetrados e concentrados, e ter presente que estamos fazendo isto, em nome de Jesus Cristo.
LITURGIA- MISSA
Ritos iniciais: tem por objetivo fazer com que os fiéis reunidos em assembléia, constituem uma comunhão, e se dispõem a ouvir a palavra.
O primeiro círculo de comunhão é a família, e ele deveria vir preparada para a celebração, com intenções, louvores e oferta.
Somos convidados pelos ritos iniciais a criar um clima de oração, de recolhimento, dispor-se a ouvir e acolher a palavra de Deus e entrar em sintonia com a comunhão, isto é, celebrar dignamente a eucaristia.
Comentário inicial: Deve ser breve, e motivar para a celebração. O comentário deve contextualizar a celebração
Procissão de entrada: É recomendado fazer uma procissão durante a celebração. Deve ser acompanhado com o canto de entrada. Na procissão de entrada, levar a cruz processional, Bíblia, velas, flores e símbolos que ajudem a enriquecer o tema da celebração, e seguem a procissão, o celebrante ou dirigente, coroinhas, ministros, e equipe de celebração.
Canto de entrada: A finalidade deste canto é abrir a celebração, promover a união da assembléia, e introduzir o canto no mistério da festa e do tempo litúrgico. Este canto deve ser conhecido por todos.
Tipos de cantos na liturgia:
1ª classe: cantos de acompanhamento, só preenche espaço. Ex: entrada, ofertório, comunhão, cordeiro.
2ª classe: Cantos que constituem rito ou ato independente. Tem sentido pela própria forma. Ex: glória, salmo de meditação, aclamação, santo, amnése.
Sinal da cruz e saudação: Ser criativo na saudação, além dos ritos do folheto, encontra-se outras saudações nas cartas de São Paulo. A resposta da saudação, exprime a comunhão do povo em Cristo.
Ato penitencial: É o momento de parar, ficar em silêncio, interiorizar, pois o silêncio ajuda a criar clima de oração. Deve ser um momento de recolhimento, de renovação da consciência, de que convivo com Cristo. É o momento de reconhecer o erro e pedir perdão, e não é considerado perdão sacramental.
Glória: O glória tem sentido pascal. Preocupar-se que este momento tenha um sentido pastoral. Ser fiel ao conteúdo e texto do hino de louvor. O glória ocorre nos domingos, exceto na quaresma e advento, dias de semana e exéquias.
Oração: chamada também de oração de coleta, porque reúne as intenções de todos os fiéis presentes. Expressa-se Oremos! Convidar o povo a rezar e ficar em silêncio. Cada um coloca neste momento a sua intenção para esta celebração.
LITURGIA DA PALAVRA
Este é o momento da celebração que Cristo mesmo é quem fala quando se lê as escrituras.
Como se compôs o lecionário: as leituras são repetidas a cada três anos. Os anos são divididos em A, B, C. O ano que é divisível por 3, quer dizer que este ano é o ano “C”. e segue-se a seqüência dos outros anos em ordem. No ano “A”, lê-se o Evangelho de Mateus, no ano “B”, lê-se o Evangelho de Marcos e no Ano “C”, lê-se o Evangelho de Lucas. O Evangelho de S. João, não tem ano definido. É lido no tempo Pascal, quaresma, e vem distribuído no ano “B”, e alguns domingos dos anos “A e C”. A escolha das leituras começa sempre pelos Evangelhos.
Comentário das leituras e do Evangelho: deve ser o anúncio ou introdução, para o povo entender a leitura.
1ª leitura. A T. anúncio profético
Salmo de Meditação- rezado ou cantado, deve estar ligado a mensagem central da leitura.
2ª leitura. N. T. vivência.
Evangelho, realização.
Os evangelhos são sempre escolhidos em seqüência, com trechos selecionados. É uma leitura contínua do evangelho. Entre o Evangelho e a 1ª leitura, há sempre uma mensagem em comum. A 2ª leitura, é escolhido um livro e se lê nos domingos a seqüência toda deste livro.
Os leitores devem estar bem preparados, e ter consciência que estão falando em nome de Cristo para o povo.
O Evangelho é o ponto alto da liturgia da Palavra. Ele é cercado por diversos momentos de solenização, como: é escutado de pé, é aclamado com um canto, é lido por um ministro leigo ou ordenado ou diácono.
Homilia: é o momento de trazer a palavra de Deus para a realidade atual.
A liturgia da Palavra é também chamada de Alocução de Deus. A profissão de fé, é uma resposta a proclamação da verdade de Deus.
Preces: é o momento de pedidos. Não é hora de agradecimento.
São recomendados quatro tipos de intenções para as preces:
1- Pela Igreja,
2- Pelo bem estar humano terreno
3- Pela compreensão das pessoas que sofrem
4- Pela comunidade local.
Ainda podem ser elaboradas preces pelos falecidos, até citar os nomes das intenções da missa. E em casos especiais, em celebrações especiais ou marcantes, todas as preces podem ser voltadas ao mesmo assunto ou tema. Na celebração de 6ª feira Santa, tem as solenes preces universais. Na Vigília Pascal, as preces são substituídas pela ladainha de todos os santos, que também é considerada uma prece
A celebração litúrgica é um diálogo com Cristo mestre. É uma profunda oração, louvor, pedido e convida-se o povo a levar uma profunda expressão orante.
LITURGIA EUCARÍSTICA
Eucaristia é ação de graças, agradecimento. Também é chamada de Santa Ceia, Fração do Pão, partir o Pão.
Três momentos da liturgia Eucarística; 1- Preparação das Ofertas;
2- Oração Eucarística( centro: consagração)
3- Comunhão.
Preparação das Ofertas: É o momento em que se prepara o altar para a consagração. Existem ofertas eucarísticas, que são o pão e o vinho ( que na procissão deve estar sempre em primeiro lugar), e outros oferecimentos, que são coletas, dízimo, campanha do agasalho, campanha da Evangelização, companha da solidariedade, e outros símbolos em celebrações especiais.
Enquanto se prepara o altar, canta-se um canto ( de acompanhamento), que não seja mais extenso que a preparação do altar. O dinheiro recolhido na oferta, seja levado em frente ao altar, em um lugar anteriormente preparado. No final da preparação, valorizar o momento do Bendito...
Oração Eucarística: fazer brotar no seu íntimo um louvor, uma glorificação, espiritualidade, glorificar a Deus.
Estrutura da oração Eucarística.
Diálogo inicial: É o momento que o celebrante deseja que o senhor esteja com todos e elevamos o coração ao alto a Deus.
Prefácio: É o momento logo após o diálogo até o Santo. Está aí a verdadeira ação de graças, glorificação.
Santo: Reconhecemos que o Senhor é Santo, bendito.
Invocação do Espírito Santo: è o momento logo após o Santo, e invocamos o Espírito Santo, para santificar as oferendas( Epíclese).
Narração: É a renovação da Ceia. Cristo faz conosco a consagração da ceia. Só o Padre faz a narração da memória.
Anamnése: É o momento que o povo faz a sua narração, a memória.
Oblação ou oferecimento: É o verdadeiro ofertório. É a primeira oração após a consagração.
Intercessões ou súplicas: é o momento que se reza pelo papa, bispo, igreja, pelos mortos, pela comunidade, para que viva em comunhão com os santos.
Final da Oração Eucarística:
Doxologia: o grande louvor trinitário. É o desembocar da Oração Eucarística. Encerrar a oração Eucarística, com um “ amém” cantado, ou toda comunidade reza junto o “Por Cristo...”
Cordeiro: É o momento da procissão de Jesus Eucarístico. O povo reza ou canta o Cordeiro, para preencher o espaço da procissão.
Quebrar um pedacinho da hóstia e colocar no vinho, simboliza a união das várias igrejas de Roma, e hoje simboliza, a união e comunhão da Igreja, a começar pela nossa comunidade, Paróquia, Diocese e Roma.
Comunhão: manifesta a unidade com Cristo e entre os irmãos. Expressa a doação da própria vida no engajamento pela causa da justiça até a partilha do mesmo destino de Cristo.
Após Comunhão: Faz-se um momento de silêncio e oração pessoal, e canta-se um canto de mensagem ou oração. Tentar assimilar a minha comunhão com Cristo, daí complementar a oração com um canto de pós comunhão, ou seja, um canto de oração.






















PASTORAL II














CATEQUESE










PROF. IR LIANE BERRES






A catequese começa no ventre materno e termina no ventre da terra.
Catequese é revelação de Deus que veio se revelar com seu filho Jesus e no Espírito Santo.
O que é catequese? - Ensinamento da Palavra de Deus.
- é um estudo da Palavra de Deus
- Vivência da fé. É o fundamento para a vivência da comunidade.
- Ter mais contato entre pais com catequistas
- Ter mais oração em família
- Tentar a prática x catequese.
A catequese não consegue conscientizar as crianças e jovens que a catequese se completa com a prática ( participação).
Estamos no meio de um desafio: a palavra de Deus deve ecoar ( vai e volta) e deve ser percebido e entendido. A catequese ( as fontes) às vezes não são bem trabalhadas. Dar uma catequese moderna. Acompanhar a realidade.
CATEQUESE é um processo de renovação.
CATEQUESE: CAMINHOS DA RENOVAÇÃO
Vaticano II ( 1962 – 1965)
Medelim ( 1968)
Puebla ( 1979)
Levar em conta os sínodos e a importância das diretrizes gerais.
- 1980: catequese hoje. Visita do Papa João Paulo II. “ a catequese em vosso paísé uma urgência”.
- 1983: catequese renovada. Doc n° 26
- 1986: documentos de estudo. 1° SBC
- 1992: Santo Domingo. 7° encontro de catequese
- 1992: catecismo da Igreja
- 1997-2000: Diretório para catequese. PRNM E PSINM
- 2001: Catequese com adultos. 2ª semana Brasileira de Catequese( SBC)
- 2004-2007: Projeto: queremos ver Jesus ( PQVJ)
CATEQUESE: PROJETO DE EVANGELIZAÇÃO, RENOVAÇÃO. FONTE QUE TRAZ E FAZ GERAR A VIDA.
2- O que é catequese?
- fazer ecoar, repercutir a palavra de Deus;
- é um processo de educação da fé, da esperança e do amor;
- comunitário – permanente;
- orgânico- ordenado;
- progressivo- sistemático;
Catequese – liturgia: carta de amor que Deus escreve para nós. Qual é a nossa resposta? É a gente acolher e dar retorno. A fé não começa na catequese. Ela começa no ventre, batismo...
FINALIDADE
- Maturidade da fé;
- Compromisso pessoal e comunitário de libertação integral;
Mt 28,16-20- Mandato que recebemos e a finalidade da catequese.
Monte- Montanha- Isolado, lugar de encontro com Deus, revelação de Deus ( mandamentos).
Jesus se retira com os seus 11 discípulos. No A T Deus se comunica por meio de sinais. No N T Deus se revela por meio de seu filho Jesus.
Batizar: ajudar as pessoas a sentir-se acolhidos, amados por Deus.
HISTÓRIA DA CATEQUESE ( n° 4 a 19)
a- CATEQUESE APOSTÓLICA ( Séc I ao IV)
- catequese com adultos;
- centralidade em Jesus Cristo;
- Comunidade fraterna por causa de Jesus;
- Celebrativa ( eucarística) missionária;
- Catecumenato ( catequese prolongada e organizada escuta da palavra, celebrações e testemunho.
b- Catequese por imersão ( séc V ao XV)
- cristandade ( aliança entre o poder civil e eclesiástico)
- a pessoa já nasce dentro de um ambiente totalmente católico...
- religião cristã é oficial
- batismo de crianças
- a fé está presente em tudo e a catequese passa pela arte, pintura, música, teatro, sermões, pregações, orações, devoções, confrarias ( via – sacra, terço)
- todas as pessoas são cristãs, não por opção, mas por costume
c- Catequese por instrução
d- Catequese numa Igreja de comunhão e Participação ( após o Vaticano II)
Diversas fontes da Catequese
- a principal fonte é Deus
- a realidade em que vivemos.
Vídeo – PODER DA VISÃO
1- o que chamou atenção? Dar-se em conta que muitas vezes deixamos de viver e aproveitar a vida, por ser obrigado a acompanhar a correria do dia a dia. Precisamos aprender a usar a força de Deus e a sabedoria, muitas vezes adormecida dentro de nós. O mundo em que vivemos tem várias faces, rostos, credos, costumes, mas os sentimentos de amor é um só.
2- O que tem a ver com a catequese? A catequese não consegue acompanhar a evolução rápida do mundo. O ideal seria, que a catequese acompanhasse a evolução e conseguisse alertar as crianças ( famílias), dos perigos que o mundo moderno oferece para as famílias. Toda essa correria do mundo tem vedado os nossos olhos para observar e compreender as coisas mais simples.
3- Que elementos podem ajudar para a catequese hoje? Temos que transformar limitações em ousadia, sonhos em ações, derrotas em vitórias, dificuldades em oportunidades, lágrimas em sorrisos, saudades em alegrias, dúvidas em certeza, medo em coragem, ódio em amor.
FONTES DA CATEQUESE
1- Bíblia- Palavra de Deus. Nela se baseia como todo.
2- Liturgia- sentido de cada passo, integrada na vida, 4 leituras da Bíblia. Só tem sentido quando se entra em comunhão, força na vida da gente, preparar bem, ter iniciativas, ser criativo.
3- Credo- profissão de fé, Pai nosso, Ave Maria, mandamentos, sinais dos tempos, religiosidade popular, comunidade ( vida, história, acontecimentos.

Na história da catequese, houve muitos avanços. A partir do Concílio de Trento, a evangelização na Igreja foi feita na forma de conceitos exatos. Após a Idade moderna, na catequese, métodos e práticas usadas denominadas até hoje como “aula de catequese”. A Partir da 2ª Guerra Mundial, a humanidade olha para a pessoa humana e descobriu que a pessoa é algo mais que a razão.
Nos dias de hoje, descobriu-se que somos seres de relação, carregados de sonhos, afetividade, ternura em busca da felicidade e realização pessoal. Nossa felicidade depende do nosso relacionamento com os outros, para a comunicação, para a convivência. A qualidade de vida está ligada nas relações que se vive.
A afetividade é a capacidade de estabelecer relações profundamente humana com os outros. É uma atitude de abertura e de busca de realização pessoal e grupal. Ela tem como objetivo formar pessoas, ajudá-los a amadurecer, de forma diferente, nas diversas etapas da vida.
Viver a afetividade é a mais gratificante experiência do ser humano. Ela se manifesta por meio da acolhida, alegria, sorriso, saudade, afeto, perdão, espiritualidade, ternura, abraço, olhar, palavras, gestos, lembranças, dor, desejo, sonhos... é a atitude básica de pessoa afetiva, é a capacidade de acolher o outro.
A catequese afetiva quer construir pessoas felizes, que tem um projeto, que descobre os seus dons e a sua vocação e as põe a serviço dos irmãos e do Reino.
A prática de Jesus e o jeito de se comunicar e de acolher as pessoas era recheado de afetividade. E a valorização de pessoa é um ponto central da prática de Jesus e da tradição da Igreja.
O ponto central da catequese, deve ser a VIDA. Deve estar presente na caminhada de fé da catequista, do catequizando, da família e da comunidade no seguimento de Jesus.
- Destacar alguns gestos e a prática de Jesus e mostrar gestos que mostram afeto que ele tinha com os discípulos.
- com os discípulos : diálogo, testemunho e compromisso.
- Com Zaqueu- perdão, acolhida;
- Com as mulheres- curou doentes, imposição das mãos, libertou as mulheres, alegria.
- Com as crianças- imposição das mãos, acolhida, tocou- as, abraçou-as, abençoou-as, valorizou-as na sociedade.
- Com os pobres, curou-os das enfermidades, teve compaixão, pôs-se junto deles, se fez de amigo, convite.
- Com os amigos- conversa, amizade, ensinou a palavra, mostrou o que fazer e como fazer.
Quais as maiores dificuldades para tornar a catequese mais afetiva?
- comodismo e individualismo dos pais e catequizandos;
- pouco interesse pela comunidade;
- valorização do ter e não do ser;
- catequistas mal preparados;
- a religião fica em segundo plano;
- na família não se cultiva e não se vive mais o afeto;
- falta pessoas disponíveis para ser catequista.
FONTES DA CATEQUESE
Quatro velas estavam queimando:
1- Vela da Paz, frágil, as pessoas não conseguem manter-me acesa;
2- Vela da fé: supérflua para as pessoas. elas não querem saber de Deus;
3- Vela do Amor: as pessoas só se enxergam a si mesmas. Esquecem daqueles que estão em sua volta.
4- Vela da Esperança: acende todas, não se apaga.
A felicidade nem sempre bate a nossa porta. Para tê-la é preciso uma busca incessante, e ao encontrá-la ter a coragem de trazê-la para dentro de nós
CONTEÚDO DA CATEQUESE
- verdade sobre Jesus Cristo, que nos revela o Pai, o filho e o Espírito Santo.
- Verdade sobre ao Igreja, comunidade de Jesus, continuadora de sua missão.
- Verdade sobre o ser humano. Dignidade humana, folho de Deus ( se sentir filhos de Deus ).
Os quatro pilares da vida da Comunidade.
- escuta da palavra;
- vida fraterna em comum;
- Eucaristia;
- Partilha.
Catequista e o grupo de catequistas:
Características:
- Integrado na comunidade
- Conhece sua história
- Sabe coordenar a participação
- Bom comunicador
- Estimula a interação fé e vida
- Está a serviço da Palavra de Deus
- Lê e ensina a ler os sinais da fé.
- Catequiza em nome de Deus e da comunidade
- Anuncia a |Palavra e denuncia tudo o que impede a pessoa de viver sua vocação de filhos de Deus
- Tem profunda espiritualidade
- Fala pelo exemplo
- Comunica pelo testemunho
- Pessoa de formação permanente
- Sabe trabalhar em equipe.
Comunidade Catequizanda e catequizada.
- comunidade cristã, lugar da experiência de fé.
- Ela é ao mesmo tempo, mesta, fonte, lugar, condição, conteúdo, pedagogia, sujeito e destinatário da catequese.
- É tarefa da catequese fazer uma verdadeira iniciação à vida de comunidade.
A comunidade necessita ser:
- espaço acolhedor de convivência humana e evangélica
- espaço do compromisso com a solidariedade
- espaço da celebração, do testemunho, e da vivência da fé
- espaço do engajamento na construção do reino.

A catequese é, portanto:
- um processo educativo pessoal e comunitário da fé, da esperança e da caridade.
- Para iniciar o fiel no seguimento de Jesus e no compromisso com ele, sua missão e com sua Igreja.
- Neste sentido catequese é indispensável na Igreja e precisa sempre se renovar.